05/05/2007

Harmonia exige dose de bom senso

Fonte: Jornal da Tarde

Anos de acaloradas discussões e significativas mudanças se passaram, mas a receita para uma convivência harmônica entre condôminos que têm animais de estimação – e aqueles que não têm – ainda é a mesma: o bom senso.

“O fundamental é que os dois lados devem obedecer o regimento interno com relação ao animal, mas, quando o problema não estiver na competência da lei, prevalece o bom senso”, afirma Angélica Arbex , gerente de Marketing da Lello Condomínios, líder em administração condominial no Estado de São Paulo.

Como exemplo, ela cita os latidos dos cães, que não costumam ser especificados em nenhum regimento interno. “A orientação que nós damos é a de que se evite as raças que mais latem, como o pinscher. Às vezes o cachorro fica sozinho no apartamento o dia inteiro e acaba latindo muito e incomodando os vizinhos”, relata.

Angélica conta que, nos condomínios onde são permitidos os animais de maior porte e cujos regulamentos são mais avançados, a convivência entre os moradores costuma ser mais amistosa. “A gente observa que nesses locais os cães estão sempre com focinheira e acompanhados de seus donos.”

Até para aqueles que desrespeitam algumas normas eventualmente – na maioria dos condomínios os infratores são advertidos duas vezes antes de receberem um multa -, ela defende uma solução na base da conversa. “Procuramos trabalhar para que o problema seja resolvido antes de o condômino ser multado. Não vai ser só penalizando a pessoa que o problema será resolvido. O diálogo ainda é o mais importante”, acredita a gerente da Lello, que nunca precisou acionar a Justiça nos cerca de 1.100 condomínios que a empresa administra no Estado.

 

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