30/10/2006

História da minha vida

Fonte: O Estado de S. Paulo

Para Vanzolini está mais do que na hora de a comunidade e o poder público tomarem providências para resgatar a memória histórica do Cambuci. “As pessoas têm de se conscientizar da importância de preservar o local onde moram.” Apesar de o bairro estar intimamente ligado à história paulistana do início do século passado, não existe … Continue lendo “História da minha vida”

Para Vanzolini está mais do que na hora de a comunidade e o poder público tomarem providências para resgatar a memória histórica do Cambuci. “As pessoas têm de se conscientizar da importância de preservar o local onde moram.” Apesar de o bairro estar intimamente ligado à história paulistana do início do século passado, não existe nos órgãos de patrimônio nenhum projeto de tombamento para o distrito nem para nenhum dos seus endereços.

História da minha vida 

A cantora Ana Bernardo considera o Cambuci a história de sua vida. Filha de um dos fundadores do Demônios da Garoa, Arthur Bernardo, que nasceu no bairro. “Hoje, não troco aqui por nada. Em toda a parte, vejo amigos do meu pai, que faziam serenatas.”
Serenatas, aliás, que saíram do repertório cotidiano. “Cadê a alegria do Cambuci?”, pergunta Ana. “Os músicos nos bares, o cinema do Cambuci e o coreto? As pessoas têm de sair do bairro a procura de lazer e cultura.”

A cantora destaca que a saída das empresas do bairro é uma das causas para o esquecimento. Na extensão da Rua Clímaco Barbosa e da Avenida Independência, é notória a existência de terrenos abandonados e desativados. Nada foi construído nesses lugares. “Um bairro com tanta história está ao acaso.” Ela diz ainda que muito se fala da revitalização do centro. “E por que não pensam em alternativas para a Baixada do Glicério e em iniciativas para o Cambuci.”

Um primeiro passo para a revitalização seria trazer mais unidades culturais para as imediações. “Não poderia ter um Sesc aqui? Tem no Belenzinho, em Itaquera, em Interlagos. O Sesc ajudaria a mudar o perfil do bairro e atrairia novas ações”, diz Ana. “E precisava ter aqui um local de lazer para terceira idade e jovens.

Devemos elevar a auto-estima das pessoas daqui. Não temos clube, shopping, teatro, cinema. Falta vontade da comunidade e do poder público. Afinal de contas, uma andorinha ”

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