27/11/2008

IGP-M desacelera fortemente em novembro, para 0,38%

Fonte: Agência Estado

Taxa acumulada do índice é muito usada para cálculo de reajustes nos preços de contratos de aluguel

Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve forte desaceleração em novembro e ficou em 0,38%, influenciada principalmente pela alta mais moderada dos preços no atacado. Em outubro, a inflação pelo IGP-M havia sido de 0,98%. O dado foi anunciado nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa acumulada do índice é muito usada para cálculo de reajustes nos preços de contratos de aluguel. 
 
Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,30% em novembro, após registrar alta de 1,24% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou alta de 0,52% em novembro, em comparação com o avanço de 0,25% em outubro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) registrou taxa positiva de 0,65% em novembro, ante alta de 0,85% em outubro.

De janeiro a novembro deste ano, o IGP-M acumula elevação de 9,95%. No período de 12 meses encerrado em novembro, a inflação pelo IGP-M alcança 11,88%. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de novembro foi do dia 21 de outubro a 20 de novembro.

Os preços dos produtos agrícolas caíram 0,96% em novembro após registrar alta de 0,48% em outubro, no âmbito do IGP-M. De acordo com a FGV, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais registraram avanço de 0,75% em novembro, em comparação com a alta de 1,52% em outubro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços das matérias-primas brutas apresentaram avanço de 0,42% em novembro, ante aumento de 2,09% em outubro.
 
ALIMENTOS – Segundo a FGV, a forte aceleração de preços mensurada pela taxa do IPC-M de outubro para novembro (de 0,25% para 0,52%) foi influenciada por elevações de preços mais intensas em quatro das sete classes de despesa pesquisadas, com destaque para alimentação. É o caso de Habitação (de 0,38% para 0,45%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,30% para 0,42%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,02% para 0,34%) e Alimentação (de 0,13% para 0,97%).
 
Novamente, essa última classe de despesa foi o destaque do mês, com taxas de inflação mais intensas, ou deflações mais fracas, em carnes bovinas (2,39% para 4,47%), laticínios (-1,42% para 0,63%), frutas (3,15% para 4,57%), hortaliças e legumes (-3,78% para -2,69%) e óleos e gorduras (-3,15% para -0,25%). 

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