12/08/2010

Iluminação pode criar diferentes ambientes em um mesmo espaço

Iluminação pode criar diferentes ambientes em um mesmo espaço

Fonte: Revista do ZAP

Luzes servem para dar clima e também demarcar as áreas com diferentes funções

Uma iluminação bem definida é capaz de gerar uma aclimatação para diversas situações: jantar a dois, coquetel para amigos, festa, assistir televisão. Com os sistemas de automação residencial, a escolha dos cenários é ainda mais fácil, pois se pode programar as situações, escolhendo que lâmpadas serão acionadas, e obter a ambientação ideal ao toque de um botão.

Além do clima, a iluminação é uma forma de marcar os diferentes espaços dentro de um ambiente integrado. Assim como o revestimento do piso*, segundo a arquiteta Tania Bertolucci, as luzes podem representar 50% de diferença na aparência de um cômodo.

Sala de jantar e estar
Uma das soluções mais simples sugerida pela arquiteta é colocar um lustre pendente sobre a mesa de jantar. A iluminação diferenciada vai delimitar o espaço sem que seja necessário rebaixar o gesso, por exemplo – embora isso seja, também, uma opção.

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Pendente sobre mesa demarca sala de jantar 

Para a sala de estar, a sugestão é usar iluminação cênica. A arquiteta explica que o termo se refere ao uso de lâmpadas direcionadas a objetos específicos, valorizando-os e transformando o espaço, de certa forma, em um cenário. “É como no teatro ou em um show: a luz é apontada para o artista para que ele seja o centro das atenções”, ilustra.

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Ideia é destacar os objetos e espaços-chave da peça

A iluminação cênica pode realçar quadros e esculturas, por exemplo. A ideia é qualificar os objetos e regiões que são a base da decoração. Assim, um painel de revestimento pode receber uma luminária especial, mesmo se não houver uma peça de arte no local. Outra sugestão é usar a luz em paredes vazadas, iluminando os objetos ali colocados.

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Iluminação realça a parede vazada

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Outra forma de trabalhar a setorização dos ambientes a partir das luzes é “brincar” com o claro e o escuro. Segundo Tania, o olho percebe a delimitação de espaços a partir do contraste, da comparação. Assim, uma área bem luminosa fica visualmente separada de uma com iluminação mais suave.

Abajur
Na demarcação de espaços com iluminação, o abajur é uma peça coringa. Um artigo alto, por exemplo, pode determinar o ambiente de leitura. Além da sensação de acolhimento – a sugestão é usar lâmpada incandescente para ampliar esse sentimento -, as luminárias também fazem contraste com a iluminação do outro espaço. No caso da sala de estar, por exemplo, opções em posições baixas contrastam com a luz mais forte e que vem de cima na sala de jantar.

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Luminária em forma de cubo ajuda a compor ambiente à parte o estar

Lâmpadas
Tania salienta que os tipos de lâmpada utilizados mudam muito. Atualmente, a tendência é a sustentabilidade, então se tem buscado os modelos com baixo consumo e boa potência. Os de LED, bem como as dicroicas, estão em alta. A arquiteta também cita as R70, que não iluminam o espaço imediatamente ao redor da lâmpada, e sim um foco determinado, ou seja, o objeto que se pretende destacar.

Outras sugestões
> Espelhos

Não use a luz dicroica sobre o espelho, pois ela é intensa e dirigida, o que também significa que cria muita sombra. O melhor é colocá-la virada de frente, iluminando o rosto, como nos camarins.

> Sala de jantar
Quando instalar o pendente sobre a mesa, opte por ter também um dimmer, que permite controlar a intensidade da luz. Assim, após a refeição, pode-se diminuir a luminosidade, deixando o clima mais intimista e aconchegante, por exemplo.

> Armários e closets
No local onde se escolhe a roupa, o ideal é ter iluminação mais intensa, preferencialmente com lâmpadas de filamento incandescente. “Elas reproduzem 100% da cor, diferente das fluorescentes, cujo percentual é 85%”, explica Tania.

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Tags: arquitetura

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