24/09/2013

Imóveis de até dois dormitórios ficam menores e mais caros em SP

Apartamentos com este perfis registraram os maiores valores de venda desde o primeiro semestre de 2004, aponta Secovi

Fonte: ZAP Imóveis

Imóveis mais cobiçados no mercado imobiliário paulista, os apartamentos de um e dois dormitórios têm registrado a maior alta nos preços em São Paulo. No entanto, ambas as tipologias também tiveram seus tamanhos reduzidos nos últimos anos.

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De acordo com o último balanço divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), os imóveis com um e dois quartos atingiram, no primeiro semestre de 2013, o maior VGV (Valor Geral de Vendas) registrado em igual período desde 2004.

Na última década, a tipologia de um quarto construída em São Paulo encolheu 22% de tamanho, a maior redução entre todos os lançamentos na cidade (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Entre os lançamentos residenciais realizados entre os meses de janeiro e junho deste ano, o segmento de um dormitório alcançou a marca de R$ 1,7 bilhão (atualizado pelo INCC – Índice Nacional de Custo da Construção), um aumento de 325% sobre os 400 milhões lançados nos seis primeiros meses de 2012.

O VGV de um cômodo também superou os 900 milhões anotados no primeiro semestre de 2011, a maior quantia verificada deste perfil de imóvel na última década.

Já os imóveis com dois dormitórios tiveram uma alta de 33,3% nos valores de venda até o último mês de junho em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Foram R$ 2,4 bilhões ante o R$ 1,8 milhão. Na mesma base de comparação, o maior valor também havia sido acumulado no primeiro semestre de 2011, com R$ 2,2 bilhões.

Apesar de o potencial comercial dos imóveis menores do mercado ser cada vez maior, o tamanho dos mesmos não tem aumentando na mesma proporção.

Na última década, a tipologia de um quarto construída em São Paulo encolheu 22% de tamanho, a maior redução entre todos os lançamentos na cidade, segundo o Secovi com base em levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

Em 2004, os imóveis residenciais de um dormitório contavam com 52,4 metros quadrados de área útil média, espaço que foi reduzido para 40,7 metros quadrados no primeiro semestre de 2013.

A queda de tamanho foi notada também nos imóveis de dois cômodos, que diminuíram de 60,6 m² para 59,6 m², em média, no mesmo período.

Já os apartamentos com quatro dormitórios acompanharam a mesma tendência, apesar de ocorrer em menores proporções. Reduziram 6% de tamanho e ficaram 18% mais caros, enquanto os de três quartos ficaram maiores (de 90,2 m² para 91,2 m², em média) e bem mais valiosos (alta de 53% no VGV).

3 Comentários

  1. AH estudos que comprovam imoveis menores, alem de compactos força a uma ideia de familia pequena tendencia mundial, uma forma contraceptiva sem apelo social. Aproximando familias de pois de horas de ausencia por trabalho e estudos. Fato e ideia.

  2. Creio que a ganancia e a produção imobiliária preocupada em atender cada espaço,acaba provocando uma forte isolação individual , não contribuindo em nada para a ressocialização e o convívio familiar .Cada vez mais teremos o afastamento de famílias e indivíduos sem referencia social .Não creio que o ser humano tenha algo a ganhar com isso !Sinto falta de muita gente no fim de semana em casa dos pais com os seus filhos e netos em convívio saudável e com grande afeto e laços de família !Apenas posso lamentar a perda disso , pois até meus filhos e netos estão assim também !!

  3. São inúmeros lançamentos populares que fizeram (e ainda fazem) 2 dormitórios dentro de uma planta entre 43 e 46 metros de área privativa. Gostaria que os arquitetos que projetaram isso fossem morar num destes imóveis, para sentirem na pele ao que impõe/submetem os consumidores: um quarto apertado que mal cabe uma cama de casal e um armário, geralmente pro volta de 2,40 x 3 metros (e lembre de descontar o espaço perdido pela porta). Esta “economia porca” estragou todo o projeto de milhares de prédios novos construídos recentemente, pois BASTARIA ADICIONAREM UNS 3 METROS DE ÁREA ao quarto do casal, de modo sobrar 1 metro de cada lado da cama, para o apartamento ser CONFORTÁVEL, MESMO QUE PEQUENO. Comprei um na planta assim: 2 dormitórios em 45 metros. Só percebi o tamanho real do imóvel quando entrei no mesmo e descobri que dos 45 metros tinha que descontar a área das paredes. Me decepcionei, pois no meu antigo apartamento, apesar de ser 1 dormitório, tem maior área útil que o de 2 quartos que citei acima (só o quarto é o dobro do tamanho). E o pior é que na hora de comprar, são detalhes que muitas vezes não prestamos atenção: como o novo tinha 2 dormitórios, presumi que seria maior que o meu atual de 1 dormitório. Não me adaptei ao quarto espremido. Vendi o apto novo e voltei a morar no antigo, sem lazer, porém com maior conforto privativo. Fica ai minha dica para os futuros compradores pensarem na hora de comprar.

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