11/05/2010

Imóveis devem aumentar 40% na Tijuca, Rio de Janeiro

Fonte: O Globo

Às vésperas da instalação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Zona Norte, o mercado imobiliário na Tijuca tende a ficar mais aquecido. Especialistas acreditam que o preço dos imóveis no bairro pode ter um aumento de até 40%. Esse movimento, naturalmente, também é reflexo da alta de preços na Zona Sul, que, segundo economistas, tem um forte componente de bolha imobiliária

Rio – Às vésperas da instalação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Zona Norte, o mercado imobiliário na Tijuca tende a ficar mais aquecido. Especialistas acreditam que o preço dos imóveis no bairro pode ter um aumento de até 40%. Esse movimento, naturalmente, também é reflexo da alta de preços na Zona Sul, que, segundo economistas, tem um forte componente de bolha imobiliária.

Por causa da UPP, imóveis da Tijuca devem registrar aumento de até 40% (Foto: Divulgação)
Por causa da UPP, imóveis da Tijuca devem registrar aumento de até 40% (Foto: Divulgação)

De acordo com dados da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi), o reaquecimento do mercado na Tijuca teve início em 2008. Antes disso, a desvalorização chegava a 70%. Embora o número de lançamentos no ano passado tenha sido menor do que em 2008, a liquidez vem aumentando, bem como o valor dos imóveis. Com a implantação da UPP, o vice-presidente administrativo do Sindicato de Habitação do Rio (Secovi) acredita que haverá uma maior oferta de imóveis na região.

“Em Copacabana e outros bairros que receberam as UPP”s, houve uma forte valorização, inclusive com retorno ao mercado de apartamentos que estavam vazios. Acredito que a Tijuca apresentará uma resposta na mesma proporção, com uma forte liquidez. As construtoras não vão demorar a investir na área e a procura será grande”, diz Netto.

Até a década de 80, a Tijuca tinha o metro quadrado compatível com o de Botafogo. Atualmente, algumas áreas da região encontram-se menos valorizadas que bairros como Méier e Vila da Penha. Em comparação com a valorização da Zona Sul, nos últimos cinco anos a Tijuca permaneceu estagnada, com o metro quadrado em torno de R$ 4 mil. Por isso, o investimento das construtoras no local permaneceu tímido, representando, em média, apenas 15% do total empreendido.

No entanto, com o recente investimento em segurança, o empresário de marketing imobiliário e sócio-diretor da agência Percepttiva, Rafael Motta Duarte, também acredita que haverá um aquecimento do mercado de imóveis na região. “A Tijuca já representou o segundo maior poder aquisitivo do Rio. O que espantou os moradores foi a violência. Com investimento em segurança, acredito que o bairro voltará a ter empreendimentos voltados para a classe média e média alta”, diz.

O conceito de construção da Barra, acredita Motta, será a mola propulsora dos empreendimentos. No lugar de edifícios sem playgrounds e de apartamentos com até 200 metros quadrados, encontrados com facilidade na Tijuca, o bairro terá condomínios com amplas áreas de lazer. Para Joana Alvim, arquiteta da Rubi Engenharia, o morador da Zona Norte, além de “bairrista”, valoriza opções em prédios modernos, com infraestrutura de lazer e segurança. 

“Nosso público alvo é formado por dois perfis: aqueles que moram no bairro e querem ficar perto dos pais e dos conhecidos que também vivem na Zona Norte; e os que buscam uma área mais nobre para dar um upgrade na moradia”, afirma.

INVESTIDORES – O investimento das construtoras em imóveis no bairro também tende a atrair pessoas interessadas na compra de imóveis para revenda ou locação. De acordo com o presidente da Concal e vice-presidente da Ademi, José Conde Caldas, a participação deste perfil de comprador pode chegar a até 25%. Além disso, o executivo destaca a demanda reprimida por imóveis comerciais: “De três anos para cá, a Tijuca já vem atraindo novos perfis de compradores. Seus moradores são clientes fiéis do bairro, que apresenta um forte segmento comercial. Por causa disso, acredito que investimentos em empreendimentos voltados para este setor também apresentarão um crescimento significativo”, explica Caldas.

 

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