30/09/2013

Imóveis em SP ou RJ custam até o dobro dos EUA

De acordo com simulação, comprar uma residência com a mesma metragem e padrão naquele país pode custar até a metade dos valores cobrados no Brasil

Fonte: ZAP Imóveis

O mercado de imóveis dos Estados Unidos tem sido, cada vez mais, o destino de investimentos de brasileiros.

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A procura pela casa própria em território norte-americano cresceu 42% no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Lello, empresa que atua em administração imobiliária no Estado de São Paulo.

Imóveis em SP ou RJ custam até o dobro dos EUA
Um imóvel no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, custa cerca de 30% mais do que o mesmo apartamento em Miami (Fotos: Banco de Imagens / Think Stock)

E isso tem uma óbvia motivação: os preços. De acordo com uma simulação feita pela Elite International Realty, que comercializa imóveis nas cidades de Orlando, Miami e Nova York, comprar uma residência com a mesma metragem e mesmo padrão naquele país pode custar até a metade dos valores cobrados em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro.

Um exemplo é um imóvel de 500 m² na Vila Nova Conceição, bairro paulista com o metro quadrado mais caro segundo o Índice FipeZap, que não sai por menos do que R$ 6,6 milhões. O valor é mais do que o dobro do mesmo tipo de imóvel em Aventura, região badalada da Flórida, que pode ser encontrado por cerca de US$ 1,3 milhão, aproximadamente R$ 3 milhões.

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Já um imóvel de 550 m² no bairro do Leblon, na orla carioca e onde há os imóveis mais caros do Brasil, custa cerca de R$ 19,8 milhões. Já o mesmo exemplo em Bal Harbor, bairro nobre de Miami, pode ser encontrado por aproximadamente R$ 14 milhões. Uma diferença de 29%.

Imóveis em SP ou RJ custam até o dobro dos EUA
Para os brasileiros, as taxas de financiamento oferecidas no mercado imobiliário norte-americano são bastante atrativas, variando entre 4,5% a 5% ao ano, indicam especialistas

“Os Estados Unidos estão saindo de uma das maiores crises imobiliárias de sua história, o efeito nos valores dos imóveis foi algo sem precedentes e, naturalmente, a recuperação deve levar alguns anos. O preço dos imóveis lá tem se recuperado pouco a pouco, principalmente em cidades com alta demanda pelo mercado estrangeiro, como Orlando, Los Angeles e Miami. O Brasil, em contrapartida, passou por um momento imobiliário muito favorável, de quase euforia, e os resultados foram os valores por metro quadrado jamais atingidos em boa parte do país, não somente em regiões pontuais, como zona sul do Rio ou São Paulo. Ou seja, cidades pequenas do interior sofreram aumentos, bem como cidades do Nordeste, o que tornou os imóveis nestas cidades caros e fazendo com que Miami e outras localidades americanas ficassem ainda mais atrativas para investir”, afirmou Daniel Ickowicz, diretor comercial da Elite.

Até mesmo imóveis americanos com metragem menor em bairros menos privilegiados possuem valores bem atrativos com relação a custo por metro quadrado no Brasil. É o caso de um imóvel de 320 m² na Aclimação, zona Sul de São Paulo, onde o preço chega a R$ 3,5 milhões. Em Nova York, o mesmo apartamento em Gramercy, bairro nobre de Manhattan, pode ser vendido a U$ 1,450 milhão, aproximadamente R$ 3,2 milhões.

Para os brasileiros, as taxas de financiamento oferecidas no mercado imobiliário norte-americano são bastante atrativas, variando entre 4,5% a 5% ao ano. Além disso, o dólar está apreciando os imóveis. Ou seja, um apartamento que não tenha tido alteração no preço já valorizou por conta da alta da moeda americana, indica o especialista.

“Dentro deste cenário, a faixa atual, que tem se mantido, tornou-se uma janela de oportunidade para que os investidores possam aproveitar o câmbio e os valores dos imóveis ainda sendo oferecidos nos Estados Unidos. Temos sentido um grande interesse dos compradores do Brasil”, completou Ickowicz.

“Às vezes, as pessoas vendem casas no Brasil para comprar nos Estados Unidos, em geral, buscando valorização. Locais como Miami e Flórida são os lugares favoritos”, avaliou Jonathan Asbell, corretor de imóveis nos EUA, em nota divulgada pelo Secovi-SP (sindicato da habitação).

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