07/09/2007

Imóveis estão nas áreas mais afastadas

Fonte: Jornal da Tarde

A alternativa para quem tem encontrado dificuldades em alugar um imóvel menor ou padrão – de um e dois dormitórios – é expandir a procura pelos bairros menos valorizados da cidade ou pelas regiões ‘periféricas’ das áreas nobres. Somente nas localidades mais afastadas, dizem os especialistas, é possível achar em menos tempo o perfil de unidade mais procurado em São Paulo.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, a melhora da renda e do poder aquisitivo das classes mais baixas justifica a situação. “As pessoas que moram nessas regiões (periféricas) tiveram uma melhora na renda e, agora, estão migrando para bairros melhores. Por isso, a procura nessas regiões (mais ricas) aumentou bastante nesses últimos tempos enquanto tem diminuído nas áreas mais afastadas”, explica.

A valorização mínima ou até mesmo a queda no valor das locações ilustram muito bem o excesso de ofertas e a baixa procura nos bairros menos cobiçados da Capital, classificados na zonas D e E. Segundo dados da pesquisa mensal realizada pelo Creci-SP, a locação que mais baixou foi a de apartamentos de um dormitório localizados na Zona E, que agrupa bairros como Brasilândia, Campo Limpo, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, Pirituba, Santo Amaro e São Miguel Paulista. A queda foi de 2,5%.

Já na Zona D, formada por bairros como Aricanduva, Barra Funda, Centro, Freguesia do Ó, Liberdade, Penha, Sacomã, e Vila Prudente, os imóveis de mesmo perfil tiveram valorização de apenas 1,34% em julho, enquanto aqueles localizados na Zona B – Brooklin, City Lapa, Ibirapuera, Pinheiros e Vila Mariana – subiram 5,65%. “Com procura menor, é fácil encontrar imóveis que estão em falta nas áreas periféricas. São as regiões que sofreram redução no valor do aluguel”, diz Viana Neto.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.