04/09/2013

Imóveis no Rio têm o maior aumento do país no ano; veja os bairros que mais valorizaram

Segundo dados do Índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado na cidade maravilhosa registrou uma alta de R$ 909 em 2013

Fonte: ZAP Imóveis

Investir em um imóvel no Rio de Janeiro tem garantido cada vez mais retorno aos compradores em 2013.

Dos cinco bairros onde o metro quadrado ficou mais caro no território nacional em 2013, quatro estão situados no Rio (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Segundo dados do Índice FipeZap do mês de agosto, divulgado nesta quarta-feira, o preço médio do metro quadrado na cidade maravilhosa registrou um aumento de R$ 909 no ano, a maior alta verificada no Brasil neste período. Em termos percentuais, a valorização foi de 10,5%.

Somente no oitavo mês do ano, os valores cobrados na capital fluminense subiram R$ 110, crescimento de 1,2% em relação a julho. Com isso, o Rio continuou detentor do metro quadrado mais caro do país: R$ 9.534.

O grande reajuste nos preços dos imóveis na cidade se deve, principalmente, às altas que alguns bairros cariocas tiveram de janeiro a agosto deste ano.

Para se ter uma ideia, dos cinco bairros onde o metro quadrado ficou mais caro no território nacional em 2013, quatro estão situados no Rio.

No Leblon, por exemplo, os preços subiram R$ 1.947 em 2013, valorização de 10%. Já no Jardim Botânico, o aumento chegou a R$ 1.451, enquanto em Ipanema, com R$ 1.422, e Lagoa, com R$ 1.410, lideram a lista dos locais com os maiores reajustes.

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“São bairros muito procurados para se morar. Há a concentração de uma classe muito alta aliada a uma baixa oferta, que não tem como crescer mais. Então, os preços sobem muito nestas regiões”, avalia o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn.

Entre os bairros com maior variação absoluta nos preços, a exceção ficou por conta da Vila Olímpia, em São Paulo, onde o metro quadrado está R$ 1.335 maior que o ano passado e a valorização atingiu 14% em 2013.

“Diziam que era o pico dos preços quando, no Leblon, chegou-se a R$ 15 mil. Quando bateu R$ 20 mil, falavam que tinha esgotado. Mas, os valores continuaram subindo. Imagine a valorização de R$ 1 mil a mais no ano em um apartamento de 100 metros quadrados. É muito dinheiro”, completa Zylberstajn.

Já a cidade de Curitiba registrou o segundo maior aumento do país em 2013, com R$ 885 a mais nos preços do metro quadrado, em média. São Paulo, com acréscimo de R$ 590, Recife, com R$ 430, e Vitória (ES), com R$ 421, também estão entre as cidades que mais tiveram alta até o último mês.

Pelo País – O Índice FipeZap de julho apontou que houve aumento de 1,2% nos preços anunciados do metro quadrado em agosto em relação ao mês anterior.

É a oitava alta seguida anotada em 2013. Com isso, a variação acumulada no ano ficou em 8,5%. Com isso, a alta nos valores dos imóveis foi 2,5 maior que a inflação anotada no período.

Das 16 cidades cujos preços são monitorados, Curitiba novamente teve a maior alta no mês (4,6%).

Nos últimos 12 meses, além da capital do Paraná, onde os imóveis valorizaram 26,8%, os destaques foram Rio de Janeiro (+15,3%), Vitória (13,8%), São Paulo (13,7%) e Porto Alegre (13,5%), com as maiores altas nos preços médios do metro quadrado anunciado.

Já o preço médio do m2 anunciado ficou entre R$ 9.534 (Rio de Janeiro) e R$ 3.697 (Vila Velha). Em São Paulo foi de R$ 7.451 e a média nacional foi de R$ 6.979.

Bairros – Ainda segundo o Índice FipeZap, nem a pequena queda nos preços tirou do bairro do Leblon, no Rio, o rótulo de lugar mais caro do país, com R$ 22.208 por metro quadrado, em média.

Em segundo lugar, ficou o distrito de Ipanema, também em território carioca, com R$ 19.059. A região mais barata ficou por conta da Pavuna, com R$ 2.034.

Já em São Paulo, os imóveis mais caros estão localizados no bairro da Vila Nova Conceição, zona sul da Capital, com média de R$ 13.233 por m², pouco acima dos R$ 11.530 anunciados no Jardim Paulistano, a segunda metragem mais valiosa na cidade.

Em contrapartida, no distrito de Artur Alvim (zona leste) continuou sendo a região onde são encontrados os preços mais acessíveis: R$ 3.378.

11 Comentários

  1. Boa tarde,gostaria de saber.como anda valorização dos imovéis na 28 de setembro numeral 172,pois tem uma construtora interessada no nosso terreno que tem 8 ap,como fazemos para avaliar.

  2. Prezados senhores,Gosstei muito da reportagem. Vcs foram completos. O Assunto interessa a todo mundo, de todoas as classes. Peço enviar esta reportagem para o meu e-mail. Parabéns. Mario.

  3. Prezados senhores, Gosstei muito da reportagem. Vcs foram completos. O Assunto interessa a todo mundo, de todoas as classes. Peço enviar esta reportagem para o meu e-mail. Parabéns. Mario.

  4. Prezados, poderiam informar o preço do m² do alto Cosme Velho (região que fica após o túnel Rebouças, subida pro Cristo)?Atenciosamente.

  5. Tudo em nome da especulação imobiliária… porém essa febre irá acabar em breve, já que a economia está ruindo aos poucos, tendo em vista a política irresponsável do governo direcionada ao assunto. Uma crise econômica se avizinha… aí quero ver como o mercado imobiliário irá sobreviver, já que a oferta será muito maior do que a procura.

  6. Valorização??? Desde quando preço anunciado é igual ao preço efetivamente pago??? Essa estatística é relativa apenas aos preços anunciados… e distorce completamente a atual realidade do mercado imobiliário em crise. O que mais tem neste momento é corretor correndo atrás de comprador oferecendo descontos de até 40% em relação ao preço anunciado!Esses preços anunciados são surreais… completamente fora da realidade dos brasileiros!!

  7. O nome disso é BOLHA IMOBILIÁRIA. Não quero nem ver quando isso estourar. Ainda bem que meus investimentos estão longe deste mercado.

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