13/04/2009

Imóveis novos de até R$ 130 mil estarão na Zona Oeste do Rio, indicam especialistas

Fonte: O Globo

Especialistas indicam bairros do Rio de Janeiro com lançamentos de imóveis para faixa de renda entre três e seis salários mínimos

Rio de Janeiro – O Plano Nacional de Habitação do Governo, que começa nesta segunda-feira, 13, estabelece em R$ 130 mil o valor máximo do imóvel a ser comprado por famílias de renda entre três e seis salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal com financiamento de até 100% do valor do imóvel, redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor. Mas onde encontrar esses imóveis na capital carioca? De acordo com o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro, Creci-RJ, Casimiro Vale, a nova medida do governo está estimulando as construtoras a investirem mais em novas moradias nos bairros da Zona Oeste de dois e três quartos para atender a esta faixa de renda.

“No Rio, era difícil encontrar lançamentos de imóveis de até R$ 130 mil. O comprador conseguia opções de usados até esse valor em áreas como Ilha do Governador e bairro da Leopoldina. Com o plano do governo, está começando a haver um maior estímulo dos incorporadores para investimento em novos imóveis de sala e dois quartos com área útil entre 42 metros quadrados e 70 metros quadrados”, diz Casimiro de Abreu.

Ainda segundo Vale, a maioria dos lançamentos estará concentrada em bairros da periferia por oferecerem terrenos economicamente mais viáveis, em relação às regiões centrais da cidade. As incorporadoras Rossi e Enes, por exemplo, estão com lançamentos previstos para maio de unidades residenciais com preços entre R$ 85 mil e R$ 130 mil nas regiões de Benfica e Campo Grande, respectivamente, de dois e três quartos. Alguns imóveis, segundo eles, podem oferecer opções de lazer com piscina, sauna e quadra de futebol.

“Nós estamos estudando terrenos para atender ao público com renda entre 3 e 6 salários mínimos. Por enquanto, nossos projetos só poderão ser viabilizados na região periférica da cidade, pois os preços dos terrenos nos bairros centrais dificultam os empreendimentos de até R$ 130 mil. O número de pavimentos de cada prédio vai depender do plano diretor de cada bairro. Mas, hoje, há opções de prédios com até quatro apartamentos por andar. O comprador pode encontrar lançamentos em regiões da Barra da Tijuca, próximo ao Rio Centro”, explica o diretor da Rossi, Marco Adnet.

Segundo Leonardo Enes, os novos imóveis de até R$ 130 mil com opções de dois e três quartos, da Enes Construtora, são destinados a famílias formadas por um casal e dois filhos e apresentam padrão de acabamento com esquadrias em alumínio branco e piso revestido com cerâmica. Os terrenos em Campo Grande, para a empresa, apresentaram as melhores relações custo-benefício.

“Campo Grande é uma área em expansão. No momento, ela ainda se mostra carente de prédios novos e que oferece boas possibilidades para construção de imóvel até R$ 130 mil entre 43 m² e 50 m² com dois e três quartos. Uma pesquisa de mercado que realizamos mostrou que essa região está em franca expansão. Mas ainda há possibilidades de oferta em outros bairros do Rio de Janeiro. Estamos estudando as áreas de Irajá também”, explica Leonardo Enes.

A MDL Realty está com previsão de inauguração de prédios no segundo semestre de 2009 em Jacarepaguá e Barra com apartamentos de dois e três quartos e de área útil em torno de 60 m². Para Ricardo Freitas, porta-voz da empresa, a nova medida do governo cria uma relação de maior confiança entre o comprador e a construtora, o que estimula a geração de novos empreendimentos.

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