22/06/2007

Imóveis populares em oferta

Fonte: Jornal da Tarde

Há na Grande São Paulo pelo menos 1,5 mil apartamentos prontos à venda, a partir de R$ 58 mil

A oferta de casas e apartamentos populares está crescendo cada vez mais, principalmente na Capital e na Grande São Paulo, impulsionada pela ‘explosão’ de novos lançamentos em praticamente todas as regiões. Hoje, já é possível encontrar imóveis custando a partir de R$ 58 mil, financiados diretamente pela construtora. As empresas têm um estoque de pelo menos 1,5 mil unidades à disposição dos compradores.

De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), as incorporadoras e construtoras lançaram 95 novos empreendimentos populares na Região Metropolitana de São Paulo entre junho de 2005 e maio de 2007. No total, isso representa 7.962 unidades habitacionais, com um, dois ou até mesmo três dormitórios, cujos valores variam de R$ 45 mil a R$ 80 mil.

A maior parte dessas casas e apartamentos foram erguidas na Capital: nesse período de dois anos, segundo o levantamento da Embraesp, as construtoras lançaram 52 empreendimentos na Cidade, com 4.127 unidades no total.

A opção mais barata de imóvel novo em São Paulo é o conjunto Lajeado Life, da Tenda. Os consumidores conseguem comprar as unidades pagando a partir de R$ 58 mil, e podem escolher entre apartamentos com dois ou três dormitórios. Além desse empreendimento, há outras alternativas bastante atrativas para quem está em busca da realização do sonho de comprar a casa própria.

Crescimento

Os imóveis com preços populares são destinados principalmente para as famílias com renda mensal entre cinco e sete salários mínimos (R$ 1.900 a R$ 2.260), e custam até R$ 130 mil. As empresas do setor estão centrando esforços neste segmento por conta do espaço a ser explorado. “O mercado de casas e apartamentos de alto padrão é muito pequeno e já está saturado. Por outro lado, há muito espaço para crescermos na habitação popular, porque é justamente onde se concentra o déficit habitacional no Brasil”, disse o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), João Cláudio Robusti.

De acordo com o Ministério das Cidades, esse déficit ultrapassa 7 milhões de moradias no País, sendo que 90% do total estão concentrados em famílias na faixa de cinco a sete salários mínimos por mês.

As principais vantagens da habitação popular são o custo e as facilidades para se conseguir o financiamento. Em boa parte dos casos é possível assinar o contrato para pagar prestações a partir de R$ 300 por mês, sendo que o crédito é liberado sem muita burocracia, diretamente com as construtoras.

 

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