01/04/2007

Imóveis remanescentes são boa oportunidade

Fonte: O Estado de S. Paulo
Zap o especialista em imóveis

 

 

 

 

 

 

 

No mercado imobiliário, uma expressão que se pode traduzir em boa oportunidade de negócio é “remanescente”. Normalmente, quem procura um imóvel não se preocupa se é lançamento, terceiro, revenda ou remanescente. Quem procura um imóvel quer realizar o sonho de se tornar proprietário de uma unidade que atenda às suas necessidades e condições, quanto às dimensões, à localização, ao preço, às condições de pagamento, entre outros.

Sob o ponto de vista do comprador, muitas vezes, ele classifica os imóveis apenas em novo ou usado. No entanto, é importante saber como é esta classificação ou denominação, segundo a ótica dos profissionais de vendas do setor imobiliário.

Imóveis de terceiros ou revendas são todos aqueles imóveis de particulares que se encontram à venda no mercado, cuja transação ocorre entre particulares, intermediados ou não por imobiliárias, as quais as propriedades podem ser novas, seminovas, usadas ou antigas.

Imóveis em lançamento são aqueles que visualizamos pela cidade e por meio da mídia que, em primeira oferta ao mercado, normalmente, são negociados no início de sua concepção e construção, cujas transações imobiliárias ocorrem entre a construtora e/ou a incorporadora com particulares, intermediados ou não por imobiliárias. Vale lembrar que não só no início de sua concepção e construção podem ser considerados um lançamento, pois há construtoras que lançam no mercado um empreendimento apenas após o término das obras.

Os remanescentes de um empreendimento imobiliário são representados pelas unidades que não foram comercializadas no lançamento, não porque ninguém quis comprá-las, mas remanesceu no estoque da construtora até por estratégia de vendas ou por interesses comercias, reserva técnica para utilização na compra de novos terrenos, entre outros. Vale a pena chamar a atenção para estas unidades que se encontram à venda, chamadas de remanescentes pelo mercado.

Ao contrário do que parece e a que a expressão remete como definida no dicionário, o remanescente pode representar, para quem está procurando um imóvel, uma excelente opção de compra.

O negócio pode ser bem atrativo para o candidato de uma destas unidades pelo fato de se poder adquirir um destes imóveis com entrada relativamente pequena e pagar por meio de financiamento, já morando no empreendimento. Outro atrativo é que há no mercado unidades remanescentes de várias construtoras que, ao se decidirem pela oferta dessas unidades para a venda, colocam-nas com promoções e condições de pagamento muito facilitadas.

Numa metrópole como São Paulo, a cada dia, surgem lançamentos imobiliários com as mais diversas concepções arquitetônicas, empreendimentos de dois, três e quatro dormitórios, nos mais variados bairros, o que exige investimentos para comercialização com promoção e mídia, material publicitário, materiais de vendas, estandes que representam um bom percentual sobre o Valor Geral de Vendas (VGV) sendo que, no momento da venda das unidades remanescentes, estes recursos não são mais alocados e as unidades são comercializadas por um trabalho de oferta.

Por outro lado, assim como existe uma certa segmentação neste mercado, terceiros e revendas, lançamentos e remanescentes, alguns corretores se adaptam melhor a um deles em especial. Há aqueles que gostam de atuar com terceiros e revendas, outros só com lançamentos e outros que tratam os remanescentes com o mesmo foco de um lançamento, ofertando e divulgando intensamente estas unidades a seus clientes.

Por isso, solicite ao seu corretor que apresente estas oportunidades do mercado, representadas pelas unidades remanescentes, e bons negócios.

* Feliciano Giachetta é diretor da FGi Negócios Imobiliários

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