03/11/2009

Imóvel da periferia fica sem crédito

Fonte: O Estado de S. Paulo

Expansão imobiliária é restrita onde o País mais precisa

São Paulo – Famílias que dependem de financiamento têm enfrentado dificuldades para comprar imóveis. O problema está nas casas usadas que foram ampliadas, como o puxadinho incentivado pelo governo há alguns anos, e não tiveram registro atualizado na prefeitura. Nas novas casas, o obstáculo está nas unidades construídas em terreno irregular ou por construtoras com dívidas tributárias e previdenciárias. Nesses casos, o banco não libera o financiamento. Com o aumento da demanda, o fenômeno virou um novo gargalo do mercado imobiliário, principalmente na periferia.

Em alguns bairros de periferia de grandes cidades, até 80% dos imóveis à venda estão irregulares e não podem contar com financiamento imobiliário ou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra. Com isso, uma grande parcela da população que pretende ter acesso ao crédito fica à margem do boom imobiliário e dos programas para facilitar o acesso à casa própria.

“O fechamento de uma área de serviço, a cobertura da garagem ou a ampliação do quarto dos filhos, tudo é motivo para impedir a liberação do crédito, inviabilizando o negócio. É um gargalo sério”, afirma o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana. Corretores afirmam que, normalmente, mais da metade dos imóveis à venda têm alguma irregularidade e não são aprovados pelos bancos. “Há bairros, porém, em que o porcentual é maior, principalmente na periferia, onde é comum chegar a 80% de irregularidade”, diz. Nas casas novas, o problema costuma ser menor.

A falta de regularização de imóveis sempre existiu no Brasil, mas o aumento de renda das últimas duas décadas acentuou o fenômeno porque milhares de famílias expandiram suas casas, no que a indústria da construção chama de “segmento formiguinha”. Agora, com a demanda em velocidade muito maior que a oferta de unidades novas, o fenômeno antes comemorado acaba constituindo num limitador para os negócios. A situação é mais grave em bairros em que há pouca área disponível para novos empreendimentos, o que reforça a procura por usados.

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