08/01/2019

Cinco dicas para acertar na compra de imóvel na planta

Tome cuidado e só feche negócio quando tiver certeza de que é seguro e vantajoso

Fonte: ZAP em Casa

Comprar um imóvel na planta pode ser interessante pelo preço e condições de pagamento. Além disso, escolher o projeto que vai ao encontro do seu sonho e acompanhar as obras é uma sensação única. Mas preste atenção: não acredite em qualquer panfleto que pegar na rua. Tenha certeza de todos os detalhes do empreendimento e da construtora antes de bater o martelo. Separamos 5 dicas.

1 – Projeto e divulgação

Estude o projeto e os materiais de divulgação da incorporadora. De acordo com Lucas Araujo, superintendente de Marketing e Inteligência de Mercado da construtora Trisul, essas peças podem incluir fotos e vídeos, perspectivas dos espaços e até mesmo uma maquete.

(Foto: Shutterstock)

“Tenha em mente que é muito importante guardar esses materiais até a entrega do projeto, já que eles serão a base de comparação entre o que foi prometido e o que foi entregue”, aconselha. Para ter acesso a esses documentos, visite o plantão de vendas.

A arquiteta Giovanna Gogosz acredita que é bom observar o sistema construtivo. Se for alvenaria estrutural, provavelmente você não poderá tirar parede ou mesmo rasgar alumas delas para passagem de infraestrutura elétrica e ampliar pontos de tomada, por exemplo.

“Ou outros detalhes, como fazer um nicho nas paredes do banheiro. Sempre observe o sistema construtivo, e se necessário, pergunte a construtora peça a um profissional para te dar um aval do que poderá ou não ser feito”, orienta a arquiteta.

2 – Custo-benefício

O custo-benefício de um imóvel na planta deve ser avaliado a partir de uma série de fatores, como localização, tamanho, prazo para entrega da obra, qualidade dos acabamentos, benefícios do condomínio e, claro, o valor da compra.

“Essa é uma análise que varia de imóvel para imóvel, mas é importante considerar as opções no mercado, o potencial de valorização e a destinação que você quer dar para a propriedade, ou seja, se a sua família viverá nela ou se optará por alugar para terceiros”, diz Araujo.

Imóvel na planta(Foto: Shutterstock)

Para Giovanna, observar o entorno do local é importante para saber como pode se desenvolver a área urbana e a proporção que pode tomar. “Já vi casos de clientes que compraram um apartamento em uma rua tranquila e depois encheu de prédios. Não havia vaga para visitantes e hoje nunca tem onde estacionar o carro na rua”.

3 – Construtora e incorporadora

As diferenças entre essas duas empresas são uma dúvida comum de quem busca apartamento na planta. Segundo Araujo, a incorporadora é responsável por articular os negócios que envolvem o projeto, fazer as vendas, negociações, formalização de registros e documentos, enquanto a construtora efetivamente executa a obra nos moldes projetados.

“Há casos em que uma mesma empresa atua nas duas funções. Independentemente disso, você deve conhecer o histórico dos envolvidos, opinião e satisfação dos clientes, qualidade das obras já entregues, saúde financeira, reputação da empresa no mercado e execução dos projetos anteriores”.

A arquiteta ressalta a importância de se pesquisar a empresa responsável. “Já vi de tudo: empresas que venderam vagas de garagem insuficientes para o número de unidades de apartamentos, imóvel com fissuras dois anos depois de construído, e até atraso de sete anos na entrega”.

4 – Prazos

Além de consultar a construtora, pesquise se ela tem um bom histórico de cumprimento de datas e, se não, qual é o tempo médio de atraso. “Observe que, em muitos casos, o contrato estipula um período possível de atraso. Portanto, ele não pode ser ignorado”, diz o representante da Trisul.

(Foto: Shutterstock)

5 – Contrato e garantias

Há situações previstas no contrato para proteger tanto o comprador quanto a incorporadora e a construtora. “Estude o contrato antes de assinar e veja se ele tem prazo máximo da obra, tolerância de atraso, consequências em caso de desistência, multas para descumprimento de cláusulas, prazo para troca de materiais de má qualidade, conserto de defeitos e garantia contra problemas estruturais”, pontua Araujo.

(Foto: Shutterstock)

Já a arquiteta diz que há casos de esquadrias que podem dar problemas técnicos ou amarelar depois de alguns anos, portões que enferrujam, fornecedores que não prestam bom serviço e com o tempo é necessário refazer, entre outras coisas.

“O que dá segurança melhor sobre tudo isso é o tempo de garantia que a construtora dá aos compradores. Quando você compra um imóvel recebe o manual do proprietário, nele vai encontrar todas informações de materiais e garantias”.

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