22/07/2009

Imóvel para escritório classe A tem fila de espera no Rio. Preços subiram

Fonte: O Globo

Além disso, a escassez de imóveis de alto padrão para abrigar empresas faz com que haja fila de espera de investidores

(Foto: Divulgação)
Preço médio do metro quadrado avançou 2,5% no segundo trimestre deste ano (Foto: Divulgação)

O preço médio do metro quadrado avançou 2,5% no segundo trimestre deste ano, em comparação ao primeiro, e atingiu o valor de R$ 87,27 – o maior entre as principais capitais do país. No mesmo período, a média nacional registrou um recuo de 0,92%. Além disso, a escassez de imóveis de alto padrão para abrigar empresas faz com que haja fila de espera de investidores.

Os dados fazem parte de nova pesquisa da Cushman & Wakefield, uma das maiores consultorias de serviços imobiliários do mundo. Concluído esta semana, o levantamento não é o único indicador de reação do setor. Os executivos da Cushman confirmam que voltou a crescer também o interesse de investidores estrangeiros na construção ou na compra de imóveis para posterior locação.

ESTRANGEIROS LIDERAM A PROCURA POR IMÓVEIS –  Além de americanos, portugueses e espanhóis lideram as consultas, insatisfeitos com a estagnação do mercado na Europa.

“Passado o susto com a crise, as indicações são de recuperação”, afirmou a gerente de pesquisa de mercado para América do Sul da consultoria, Milena Morales.

A pesquisa da Cushman considera apenas os escritórios classe A, que combinam localização atraente e confortos tecnológicos e ocupam prédios com laje de pelo menos 500 metros quadrados. Além do Rio, foram consultados os preços em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Vitória e Brasília.

Em relação ao Rio, os números mostram uma desaceleração no ritmo de queda de preços em relação ao patamar do fim do ano passado – quando o metro quadrado era avaliado, na média, em R$ 94,53. Em março, a queda acumulada chegava a 10%, contra 7,6% em junho. Em São Paulo, a situação se inverte. O valor apurado neste segundo trimestre (de R$ 81,64) ainda é maior do que o observado em dezembro passado (de R$ 80,90), mas ficou abaixo do de março (R$ 85,24).

Essa disparidade de preços reflete uma diferença entre os mercados carioca e paulistano.

Em relação a São Paulo, o Rio tem maior carência de imóveis considerados classe A – e também de espaços vagos para sua construção. Tirando novos projetos na Barra da Tijuca, a opção de investidores tem sido o retrofit, ou seja, a modernização de edifícios antigos no centro da cidade. A escassez acaba puxando os preços.

“Ainda há fila de espera por espaço de qualidade nos principais edifícios da cidade”, disse a gerente da Cushman & Wakefield.

A previsão é que o mercado carioca ganhe neste ano o equivalente a 154 mil metros quadrados em espaço, dos quais 56 mil já foram entregues até junho. Em São Paulo, o número é quase o dobro.

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