08/06/2008

Imóvel serve como garantia a crédito pessoal

Fonte: O Globo

Modelo conhecido como home equity cresce no Brasil

Com o aquecimento do setor imobiliário, pequenos bancos começam a investir na concessão de crédito pessoal com garantia do imóvel, modelo conhecido como home equity. Dão empréstimos de 50% a 60% do valor do imóvel residencial ou comercial, com prazo de até 72 meses para pagar e a juros que vão de 1,6% a 2,2% mensais.

Analistas ressaltam que, no Brasil, a concessão desse tipo de crédito é mais conservadora. Nos Estados Unidos, os empréstimos chegam a 100% do valor dos imóveis — o que se configurou como um dos fatores que provocaram a crise imobiliária naquele país. Com a desvalorização do bem, a dívida se torna maior que o valor da garantia.

— Não creio que o modelo vá vingar no Brasil no curto prazo, porque não faz parte da nossa cultura colocar o imóvel no penhor, como se faz com jóias — analisa o diretor da Reit Soluções Financeiras Imobiliárias, Mauricio Visconti, que acredita que a procura por esse crédito tem vindo, basicamente, de pequenas empresas.

Em 2007, empresa emprestou R$10 milhões pelo sistema

De qualquer modo, os bancos Morada, Matone e BM Sua Casa, alguns dos que fazem esse tipo de empréstimo, se mostram otimistas com o sistema. No BM Sua Casa, o produto, oferecido há um ano, equivale a mais da metade das operações.

— Ele teve uma aceitação muito boa — afirma Elyseu Mardegan, diretor da empresa.

A Companhia Hipotecária Brasileira (CHB) foi umas das pioneiras no setor. Começou a oferecer o empréstimo logo após a aprovação do modelo pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em dezembro de 2006. Sua carteira de home equity atingiu R$10 milhões em 2007, volume que espera dobrar neste primeiro semestre.

 

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