16/03/2011

Imóvel usado: é hora de pechinchar

Fonte: Jornal da Tarde
(Foto: Divulgalção)
Proprietários estão jogando o preço dos imóveis lá em cima incentivados pelo boom imobiliário (Foto: Divulgalção)

É hora de pechinchar e negociar descontos ao máximo. Essa é a regra para quem procura um imóvel usado para comprar. Em janeiro deste ano, a média da diferença de preço entre o que o proprietário pediu inicialmente e o que comprador pagou foi de 8,78% em bairros como Vila Madalena ou Vila Mariana, por exemplo, chegando a 9,55% em Aricanduva e Freguesia do Ó.

Os dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), que mostram um crescimento nos descontos no início desse ano em São Paulo. Para o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, isso está ligado ao fato dos proprietários estarem jogando o preço dos imóveis lá em cima incentivados pelo boom imobiliário. “Tem gente que se entusiasma com o bom momento do mercado e coloca o preço próximo ao de um novo no mesmo bairro. Só que vai ter de baixar o preço se quer vender”, afirma.

O coordenador da pós-graduação em Negócios Imobiliários da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Eduardo Coelho, também acredita que os preços dos imóveis usados estão sendo influenciados pelo valor dos novos. “E se esse proprietário não vende com o preço inicial, ele fica cada vez mais propenso a aceitar propostas com desconto ao longo do tempo”, comenta ele, que afirma que um imóvel entre R$ 300 mil e R$ 500 mil demora até seis meses para ser vendido.

Para quem deseja comprar um imóvel, a recomendação é pesquisar os preços na localidade de interesse. “Tem que estar bem informado sobre o preço do m² na região para saber se o que estão pedindo realmente vale. E não fechar logo o primeiro negócio”, explica Coelho.

E para quem quer vender, Viana recomenda que o imóvel seja colocado à venda no preço real. “Quem está comprando sabe que aquele preço está acima do mercado e vai ser difícil vender assim”, comenta. “Todo mundo aceita analisar proposta. Cabe decidir se aceita ou não o valor oferecido.”

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4 Comentários

  1. Boa noite, sou corretora de imóveis e concordo mas, o próprio profissional, é culpado em parte, pois muitas das vezes, nem tentam argumentar com os proprietários, para tirarem os imóveis do mercado, concordam com os valores, ou então, não fazem por falta de conhecimento, um ou outro imóvel, tudo bem mas todos, a maioria está assim, aqui no RJ, não fica para trás, costumo dizer que o japones Takaro, está solto no mercado,não sei qual a vantagem de ter imóvel para vender e não ter condições de…temos que aproveitar enquanto o mercado está aquecido, fica difícil, negociar com os proprietários se nossos colegas chutam valores, estão mais para jogadores do que para corretores.

  2. Concordo c/ a colega, pois a maioria dos corretores para agradar o cliente vendedor coloca o valor do imóvel bem alto,portanto, nem ele vende mas impede os outros de vender

  3. Estou tentando comprar um imóvel que tem 4 preços diferentes com diferentes corretores acredita?E agora negociar como?Os corretores estão vendendo aptos usados com preço de novo entregando as chaves?Não tem fiscalização e um senso comum entre o valor do mt2 por bairro? quem estipula este valor está sendo o corretor?Estamos nós compradores na mão dos corretores gananciosos e os vendedores tb, mas não se apercebem que os valores da venda do seu imóvel está irreal.O que fazemos?

  4. Não são os prprietários que jogam os preços lá no alto são os próprios corretores para a comissão ser maior e assim impedem que os compradores adquiram o imovel com preço justo…os proprietários ficam na esperança o olho cresce…e o imóvel fica parado.Fiscalização do CRECI não existe????

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