29/02/2008

Imóvel volta a ser bom negócio

Fonte: Jornal da Tarde

Em baixa após o Plano Real, segmento volta a despertar interesse de pequenos investidores

Hélvio Romero/AEZap o especialista em imóveisAv. Faria Lima é um dos pontos preferidos para os investidores

Até a década de 90, era consenso que investir em imóveis era forma segura de aumentar o patrimônio e ainda garantir uma renda complementar, principalmente durante a aposentadoria.
Os juros altos pagos no País desde a estabilização econômica (com o Plano Real), no entanto, afastaram os interessados em colocar dinheiro no mercado imobiliário, que optaram por outras aplicações com lucratividade maior e liquidez mais
rápida.

“O investimento em imóvel acaba sendo deixado um pouco de lado quando os juros estão muito altos”, diz Carlos Kapudjian, diretor de atendimento da Lopes. “Mas sempre há investidor que tem o perfil , que investe independente da conjuntura”, completa.

Porém, com as quedas dos juros ocorridas no últimos anos, os
imóveis voltam a ganhar atratividade. Essa situação pode ser notada com alta nos aluguéis e aumento do preço do metro quadrado.

Bom no longo prazo

Além disso, no longo prazo, o investimento em imóveis nunca deixou de ser atrativo. De acordo com estudo realizado pelo economista Mauro Halfeld, publicado no livro Investimentos: como administrar melhor o seu dinheiro, de janeiro de 1968 a janeiro de 2007 o rendimento médio anual dos imóveis foi de 6,1%, atrás apenas do Ibovespa, de 8,84%, mas bem acima de overnight e CDI, caderneta de poupança e dólar.

A valorização no período de 39 anos, segundo o estudo de Halfeld, é favorável aos imóveis. Quem investiu nesse setor teria, em janeiro de 2007, US$1.006 para cada US$ 100 investidos. Mais uma vez, a valorização perdeu apenas do Ibovespa, com US$ 2.719 para cada US$ 100 investidos.

O comportamento do mercado no longo prazo deixa evidente a característica mais importante do investimento sem imóvel: ele é indicado para aplicações por longos períodos. “Investimento em imóvel é de, no mínimo, cinco anos. Até porque comprar e vender é caro, com o pagamento de impostos e gastos com imobiliária e manutenção”, diz JulioSampaio, da Resultado Consultoria.

Por isso, investir em imóvel é para quem já tem casa própria e não vai ter que dispor do dinheiro no curto prazo, até porque o resgate pode demorar. “A falta de liquidez dos imóveis é uma desvantagem, por que não há como resgatar o dinheiro de uma hora para outra. Mas também pode ser uma vantagem para quem não tem disciplina com os gastos. Como é mais difícil de vender, a pessoa acaba não mexendo no patrimônio”, completa Sampaio.

 

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