26/09/2008

Inadimplência em condomínios de São Paulo cai 18,18% em agosto

Fonte: Editoria Zap

Entidades do setor afirmam que ainda é cedo confirmar que a redução tenha alguma relação com a nova lei que coloca o nome do devedor em protesto

Zap o especialista em imóveisEntidades do setor pediram cautela para evitar processos contra os próprios condomínios

Agora é lei. Os moradores de edifícios que atrasarem o pagamento do condomínio podem ter seus nomes inscritos em instituições de proteção ao crédito, como SCPC e o Serasa. A expectativa é que, com a Lei nº.13.160, sancionada em julho pelo governador José Serra (PSDB), os devedores busquem liquidar a dívida ou renegociá-la.

Ainda é cedo afirmar, mas depois que a lei começou a vigorar a inadimplência em condomínios apresentou queda de 18,18% em agosto em relação a julho, segundo o levantamento realizado pela Hubert. Para Hubert Gebara, diretor da empresa responsável pela pesquisa e vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o número é bastante positivo, entretanto não deve estar relacionado a vigência da nova norma.

Segundo o presidente da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), José Roberto Graiche, as administradoras ainda tiveram tempo para levantar as informações necessárias para negociar com os devedores. As administradoras e síndicos foram orientados pelas entidades do setor a adotarem cautela para evitar processos contra os próprios condomínios.

“As gerenciadoras têm que ter procedimentos cautelares antes de protestar o nome do morador e estes cuidados demandam tempo. É preciso checar se o título já não foi pago, se o proprietário do imóvel recebeu aviso ou ainda se a identificação que está no boleto confere com o nome do devedor. Depois deste trabalho concluído, prevemos que daqui seis meses o número de inadimplentes caia significativamente”, diz Graiche, que afirma que o principal temor é processar um suposto proprietário que já tenha vendido o apartamento a um terceiro.

Atualmente, a cidade de São Paulo tem cerca de 30 mil condomínios, segundo a Aabic. A taxa de inadimplência constante é de 4%. Outros 8% são considerados impontuais, ficam sem arcar com a despesa por pelo menos 90 dias e após esse período pagam.

Angelica Delgado Arbex, gerente de marketing da Lello Condomínios, esclarece que em primeiro lugar o morador inadimplente deve ser autuado pelo condomínio, por decisão do síndico, não pela administradora do condomínio. Esta decisão é sempre do síndico, que é o representante legal do condomínio. “Nossa orientação é que haja uma tentativa amigável de recebimento antes da contestação. Caso não haja sucesso nesta tentativa e o síndico opte pelo protesto, que seja checado com segurança o nome do proprietário atual do imóvel. Um erro neste caso pode representar prejuízos futuros ao condomínio”, comenta Angelica.

O morador, por sua vez, precisa tomar algumas atitudes para evitar ver o seu nome inscrito em instituições de proteção ao crédito. A dica é procurar a administradora do condomínio para propor um acordo que esteja dentro de seu orçamento e mostrar-se interessado em solucionar o problema.

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