17/01/2013

Indústria de materiais de construção estima crescer até 4,5% em 2013

Em 2012, a previsão de crescimento também foi de 4,5% sendo revisado ao longo do ano para 3,4% e com o fechamento ainda não concluído

Fonte: ZAP Imóveis
Consumo das famílias para reformas deve crescer neste ano (Fotos: Thinkstock)

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) começa o ano de 2013 com muito trabalho e um horizonte favorável para a cadeia da construção civil. A entidade acredita que o crescimento da indústria de materiais para o ano de 2013 chegue a 4,5%. Em 2012, a previsão de crescimento também foi de 4,5% sendo revisado ao longo do ano para 3,4% e com o fechamento ainda não concluído.

Para o presidente da entidade, Walter Cover, há vários fatores que contribuem para uma recuperação em 2013, sendo a principal delas o consumo das famílias para reformas e ampliações nas residências. “Acreditamos que o varejo deva continuar forte em função da manutenção das políticas publicas que favorecem o crescimento da renda, do emprego e do crédito com menores taxas de juros e maiores prazos para pagamento”.

A qualificação da mão de obra continua sendo um dos desafios do setor

Copa do Mundo 2014 –  A proximidade das conclusões de obras da Copa do Mundo 2014 é um fator importante a ser observado, além de outros fatores. “O setor imobiliário deve crescer, embora a taxas mais moderadas e devemos ver o segmento da infraestrutura deslanchando principalmente no segundo semestre, com os programas de novas concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos”, salienta. A política de desoneração do setor tem sido um importante vetor de melhoria nas vendas, na maior formalização das empresas e conseqüente maior arrecadação de tributos, criando um ciclo virtuoso. Com isso acreditamos que a política de desoneração deve se intensificar em 2013.

Minha Casa, Minha Vida – Outra aposta da entidade é um aumento no ritmo das obras do programa Minha Casa Minha Vida, em particular na faixa 1, de menor renda familiar. “Contamos com a manutenção da política habitacional, principalmente aquela para moradias de baixa renda, bem como das políticas públicas de queda dos juros, melhoria da logística e câmbio realista”, comenta Cover.

Entre os desafios, continua, especificamente, a qualificação da mão de obra e com isso o necessário aumento da produtividade da construção civil, além do desenvolvimento de sistemas construtivos que permitam maior eficiência econômica e maior velocidade nas obras. Por fim, mas não menos importante, a sustentabilidade deve cada dia mais se impor como um tema estratégico das empresas, governo, organizações, e consumidores.

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