14/10/2009

Indústrias de cimento do Brasil terão que reduzir suas emissões de C02

Fonte: O Globo

A indústria no Brasil já se prepara para uma forte pressão que a obrigará a reduzir drasticamente suas emissões de C02, a partir do encontro de cúpula sobre mudanças climáticas que os países farão no fim do ano em Copenhague. Há setores em que o processo produtivo resulta necessariamente em liberação de dióxido de carbono. É o caso da siderurgia e do cimento. Em fóruns internacionais, representantes do Brasil têm apresentado números que mostram a indústria de cimento respondendo por 1,4% das emissões totais de CO2 no país.

Confrontada com indicadores internacionais, a fabricação de cimento no Brasil aparece entre as mais eficientes no uso de energia (especialmente na queima de combustíveis alternativos nos fornos, como resíduos industriais e pneus inservíveis), assim como no aproveitamento de escória siderúrgica e pozolana, que diminuem as emissões de CO2. Brasil e Japão são hoje as nações com os menores índices de CO2 emitido por tonelada fabricada.

Em relação à siderurgia, o empresário Jorge Gerdau define bem a posição da indústria: “O Brasil deve se comprometer com o uso do que há de mais avançado na tecnologia para redução das emissões; o que não podemos aceitar é o puro e simples congelamento da produção ou do consumo no país, que ainda são relativamente muito baixos. O Brasil tem muito o que construir e precisa gerar grande número de empregos”, diz.

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