09/11/2009

Inflação do aluguel, IGP-M desacelera para 0,05% em outubro

Fonte: O Estado de S. Paulo

Resultado deve-se a uma pressão menor do varejo e do atacado; em setembro, índice da FGV avançou 0,42%

(Foto: Verônica Lima)
(Foto: Verônica Lima)

Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), muito usado para cálculo de reajustes nos preços de aluguel, desacelerou para 0,05% em outubro, após avançar 0,42% em setembro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 29, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado deve-se a uma pressão menor do varejo e do atacado.

O Índice de Preços por Atacado – Mercado (IPA-M) subiu 0,04% em outubro, em comparação com a alta de 0,53% em setembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M) desacelerou para 0,03% este mês, após subir 0,28% em setembro. Já o Índice Nacional dos Custos da Construção – Mercado (INCC-M) acelerou para 0,13% em outubro, em comparação com o avanço de 0,07% em setembro.

No ano, o índice acumula queda de 1,57%. Em 12 meses até outubro, a taxa acumulada do indicador também é negativa, de 1,31%. O período de coleta de preços para cálculo do indicador desse mês foi do dia 21 de setembro a 20 de outubro.

ATACADO – Os preços dos produtos agrícolas no atacado caíram 0,92% em outubro, em comparação com a alta de 0,01% em setembro, no âmbito do IGP-M. De acordo com a fundação, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais atacadistas registraram aumento de 0,35% este mês, em comparação com a alta de 0,69% no mês passado.

De acordo com a fundação, os preços dos produtos agropecuários registram taxa negativa acumulada de 3,01% no ano e deflação de 4,21% em 12 meses até outubro. Já os preços dos produtos industriais registraram deflações acumuladas de 4,42% no ano; e de 4,16% em 12 meses, até este mês.

A FGV informou ainda que, na análise por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado em outubro, no âmbito do IGP-M, foram registradas em açúcar cristal (9,90%); álcool etílico anidro (14,27%); e suínos (11,53%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em outubro, foram apuradas em leite in natura (-5,65%); soja em grão (-2,93%); e mamão (-37,70%).

VAREJO – Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-M, de setembro para outubro (de 0,28% para 0,03%) foi influenciada principalmente pelo retorno à deflação nos preços dos alimentos (de 0,57% para -1,08%). Nesta classe de despesa, houve mudanças nas trajetórias de preços em hortaliças e legumes (de 5,07% para -1,93%) e em frutas (de 8,97% para -6,26%).

Apenas duas classes de despesa apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços. Além de alimentação, é o caso de Despesas Diversas (de 0,50% para 0,33%). Os outros grupos registraram aceleração de preços, ou fim de deflação, no mesmo período. É o caso de Habitação (de 0,33% para 0,61%); Vestuário (de -0,47% para 0,98%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,03% para 0,15%); Educação, Leitura e Recreação (de -0,04% para 0,09%); e Transportes (de 0,13% para 0,61%).

Ao analisar a movimentação de preços no âmbito dos produtos, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de outubro, foram registradas em cebola (29,30%); gás de bujão (2,83%); e açúcar refinado ( 10,30%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em mamão da Amazônia – papaya (-28,27%); leite tipo longa vida ( -10,25%); e cenoura (-21,02%).

No varejo, a inflação junto ao consumidor mensurada pelo IPC-M acumula altas de 3,60% no ano e de 4,75% em 12 meses até outubro, sendo que o IPC-M representa 30% do total do IGP-M.

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