24/08/2011

Inflação do aluguel sobe 0,33% na segunda prévia de agosto

Fonte: O Estado de S. Paulo

Até a segunda prévia de agosto, o IGP-M acumula aumentos de 3,37% no ano

Após dois meses em queda, a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apontou alta de 0,33% em agosto, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em julho, a segunda prévia do indicador mostrou recuo de 0,21%. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado (de 0,18% a 0,38%) e acima da mediana das expectativas (0,31%).

A taxa acumulada do IGP-M é bastante usada no cálculo de reajuste dos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de agosto, o IGP-M acumula aumentos de 3,37% no ano e de 7,89% em 12 meses. O período de coleta de preços para o cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi do dia 21 de julho a 10 de agosto.

A deflação nos preços agropecuários atacadistas chegou ao fim. Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 1,31% na segunda prévia do IGP-M de agosto, em comparação com a queda de 1,27% apurada na segunda prévia do mesmo índice em julho. Segundo a FGV, os preços dos produtos industriais voltaram a subir na segunda prévia anunciada hoje, com alta de 0,14%, em comparação com o recuo de 0,07% na segunda prévia de julho.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,80% na segunda prévia de agosto, após caírem 0,01% na segunda prévia de julho. Já os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 0,50% na prévia divulgada hoje, em comparação com o aumento de 0,16% na segunda prévia do IGP-M de julho. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa positiva de 1,29% na segunda prévia de agosto, em comparação com a queda de 1,50% na segunda prévia de julho.

Varejo – O IPC-M teve alta de 0,08% na segunda prévia deste mês, em comparação com a taxa negativa de 0,11% na segunda prévia do mês passado. No varejo, a inflação medida pelo IPC-M acumula elevações de 3,94% no ano e de 6,70% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de agosto. O IPC-M representa 30% do total do IGP-M.

O término da deflação no IPC-M, da segunda prévia do IGP-M de julho para igual prévia do mesmo indicador em agosto (de -0,11% para 0,08%), foi influenciado por acréscimos nas taxas de variação de preços em cinco das sete classes de despesa pesquisadas. O destaque ficou por conta de Alimentação, cujos preços caíram menos (de -0,85% para -0,13%). Isso porque houve fim de deflação em frutas (de -4,65% para 2,18%) e em laticínios (de -0,51% para 0,65%) no período.

Outras classes de despesa que tiveram aceleração de preços ou fim de deflação no período foram Habitação (de 0,26% para 0,35%), Despesas Diversas (de 0,04% para 0,10%), Transportes (de -0,02% para 0,01%) e Educação, Leitura e Recreação (de -0,01% para 0,01%).

Em contrapartida, houve decréscimos nas taxas de variação de preços de Vestuário (de 0,37% para -0,75%) e de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para 0,37%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, as altas de preços mais expressivas foram apuradas em aluguel residencial (0,61%); limão (36,11%); e plano e seguro saúde (0,64%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em batata-inglesa (-21,77%); tomate (-5,90%); e alho (-4,63%).

Atacado – O IPA-M subiu 0,45% na prévia anunciada hoje, após ter queda de 0,38% em igual prévia do mesmo índice em julho. Até a segunda prévia do IGP-M de agosto, a inflação no atacado medida pelo IPA-M acumula altas de 2,72% no ano e de 8,34% em 12 meses. O IPA-M representa 60% do total do IGP-M.

Os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam altas de 1,57% no ano e de 18,57% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado registram altas de 3,13% no ano, e de 5,12% em 12 meses.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam taxas positivas de 1,97% no ano e de 5,62% em 12 meses até agosto. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registram altas de 2,41% no ano, e de 4,57% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas registram inflação de 3,99% no ano, e acumulam taxa positiva de 17,26% em 12 meses.

Entre os produtos pesquisados no atacado, as altas de preço mais expressivas foram registradas em aves (6,95%); açúcar cristal (15,69%); e suínos (19,76%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em batata-inglesa (-28,15%); café em grão (-2,92%); e algodão em caroço (-2,97%).

Construção – O INCC-M registrou taxa positiva de 0,18% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,63% na segunda prévia de julho. Na construção civil, a inflação no setor medida pelo INCC-M acumula aumentos de 6,33% no ano e de 7,73% em 12 meses. O INCC representa 10% do total do IGP-M.

A desaceleração na taxa do INCC-M, da segunda prévia do IGP-M de julho para a segunda prévia de agosto (de 0,63% para 0,18%) foi influenciada por menor impacto das taxas de inflação de mão de obra (de 0,90% para 0,04%) e de materiais, equipamentos e serviços (de 0,36% para 0,32%), no período.

Entre os produtos pesquisados, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço na construção civil foram registradas em projetos (1,63%); condutores elétricos (2,78%); e tijolo/telha cerâmica (0,79%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,25%); placas e cerâmicas para revestimento (-0,89%); e tubos e conexões de PVC ( -0,16%).

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