17/11/2008

Inflação pelo IGP-M recua para 0,49% na 2ª prévia do mês

Fonte: Agência Estado

Resultado acumulado do índice da FGV é usado no cálculo de reajuste para os preços dos aluguéis

Rio de Janeiro – A inflação recuou para 0,49% na segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de novembro, após apresentar alta de 0,86% em igual prévia do mesmo indicador em outubro, segundo informou nesta segunda-feira, 17, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado acumulado do IGP-M é muito usado no cálculo de reajuste para os preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de novembro, o IGP-M acumula alta de 10,06% no ano e de 12% no período de 12 meses.

Dentre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) desacelerou para 0,48% ante alta de 1,11% na segunda prévia de outubro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve elevação de 0,41% na segunda prévia de novembro, após subir 0,13% na segunda prévia de outubro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) teve variação de 0,71% na segunda prévia do IGP-M, em comparação com o aumento de 0,89% em igual prévia do mesmo índice no mês passado.
A coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M de novembro foi feita de 21 de outubro a 10 de novembro.

Atacado
Os preços dos produtos agrícolas no atacado caíram 0,83% na segunda prévia do IGP-M de novembro, em comparação com o avanço de 0,71% na segunda prévia do mesmo índice em outubro. De acordo com a FGV, os preços dos produtos industriais no atacado tiveram aumento de 0,95% na segunda prévia anunciada nesta segunda, em comparação com a alta de 1,25% na segunda prévia de outubro.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços das matérias-primas brutas registraram alta de 0,56% na segunda prévia de novembro, em comparação com aumento de 1,93% apresentado na segunda prévia de outubro.

Varejo
Segundo a FGV, a forte aceleração na taxa do IPC, na passagem da segunda prévia do IGP-M de outubro para igual prévia do mesmo indicador em novembro (de 0,13% para 0,41%), foi influenciada principalmente por elevações de preços mais intensas, ou fim de deflação, em cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador – com destaque para o grupo de alimentos.

É o caso de Habitação (de 0,33% para 0,35%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,19% para 0,33%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,04% para 0,27%); Transportes (de 0,11% para 0,12%); e Alimentação (de -0,21% para 0,68%).

Novamente, essa última classe de despesa foi destaque na divulgação do IPC, com movimentações de preços em carnes bovinas (1,19% para 4,29%), frutas (1,65% para 4,23%), laticínios (-1,57% para 0,17%) e óleos e gorduras (-2,79% para -0,34%).

Construção
Na construção civil, o INCC acumula elevações de preços de 11,81% no ano e de 12,30% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de novembro.

De acordo com a FGV, a desaceleração na taxa do INCC, da segunda prévia do IGP-M de outubro para igual prévia em novembro (de 0,89% para 0,71%), foi influenciada por taxa de inflação mais fraca no segmento de materiais e serviços (de 1,54% para 1,16%).

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