11/02/2019

‘Internet das coisas’: o que é e como pode revolucionar a sua casa

Tecnologia que interconecta objetos cotidianos à internet pode modificar a relação que estabelecemos com os imóveis

Fonte: ZAP em Casa

O mercado de inovação e tecnologia vem expandindo cada vez mais suas demandas, de modo que novos recursos surjam a todo momento. No que diz respeito à tecnologia aplicada a objetos cotidianos, como eletrodomésticos, destaca-se a “internet das coisas”, um recurso de interconexão que pode vir a modificar a forma como nos relacionamos com a nossa casa.

Se atualmente utilizamos botões, interruptores e manivelas para interagir com a mobília, a consolidação da internet das coisas (ou IOT – Internet of Things) fará com que tudo isso se torne arcaico, substituindo esse modelo de controle pelo uso da voz, de sensores de movimento e muitos outros recursos que surpreendem pela inovação.

internet das coisas
Com a ‘IOT’ é possível abrir janelas e muito mais com apenas um comando (Foto: Shutterstock)

Essa tecnologia é simples, conectando objetos e ferramentas à internet de modo que possam ser controlados por computadores ou smartphones. Toda essa inovação surgiu a partir da vontade de tornar as “coisas”, isto é, processos cotidianos, mais fluidas e fáceis, utilizando a internet para isso.

O especialista em IOT, Daniel Fabbri, sócio fundador da Fabbrica, empresa de design e desenvolvimento, define a internet das coisas como “um conceito em que objetos do mundo físico podem interagir com a internet e reagir aos comandos”, isto é, um auxiliador de hábitos e procedimentos comuns ao dia-a-dia.

Tamanha revolução pode modificar de forma significativa a maneira como enxergamos nossa casa, o que, a princípio, pode ser considerado algo positivo. “Com a IOT, podemos controlar diversos aparelhos que temos em casa por um app do celular. Por exemplo, os comandos de acender e apagar luzes, controlar termostatos, abrir ou fechar janelas e cortinas“, explica Fabbri.

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Críticas

No entanto, críticos à tecnologia da internet das coisas a analisam de um modo diferente, considerando um desenvolvimento que agrava a dependência do ser humano às máquinas. Além disso, ressaltam os problemas que podem acontecer com sua utilização, como o uso indevido de dados pessoais.

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Por lidar com dados, o mal uso de informações pessoais é um risco da ‘IOT’ (Foto: Shutterstock)

Daniel Fabbri confirma que essa é uma questão cara à IOT, mas explica que há formas de reverter isso: “A internet das coisas é uma facilitadora de processos, mas, com tantos dados sendo enviados, claro que existe preocupação em relação à privacidade, por isso é importante sempre ler a política de privacidade da empresa antes de comprar um produto ou contratar um serviço oferecido por ela”, diz.

O receio vem o fato de que muitas dessas empresas fazem uso de dados pessoais que ficam registrados por tecnologias de interação para descobrir padrões de consumo e vender a outras companhias. A Google, por exemplo, costuma utilizar essas informações para basear anúncios personalizados, de modo a conseguir mais cliques.

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Constante desenvolvimento

Mesmo com críticas e questões importantes a serem resolvidas, as empresas continuam a investir em tecnologias pertencentes à internet das coisas. Muitas, inclusive, pensando nos problemas de vazamento de dados – algo que, mesmo com as políticas de coibição, continua acontecendo de modo massivo.

Fabbri é um dos que defendem um maior esforço das empresas para evitar impasses desse tipo: “Os criadores de tecnologia e usuários devem aumentar seus níveis de segurança para evitar um problema de vazamento de dados. Algumas empresas, como Apple e Google, se preocupam em criar soluções de segurança desde a etapa de elaboração do produto para evitar invasões de hackers no lançamento”, afirma.

Em constante desenvolvimento, a ‘IOT’ tende a ser mais segura e inovadora (Foto: Shutterstock)

Muitos desses problemas acontecem sobretudo pelo fato de a IOT ainda ser uma tecnologia em desenvolvimento. Por mais que hoje já seja possível alterar a temperatura de um ambiente sem estar nele e pelo celular, ainda há muito a ser desenvolvido, inclusive no que diz respeito à segurança.

Por ser um conceito muito em aberto, novas ferramentas surgirão, inclusive com a ajuda de seus usuários, uma vez que essa é uma tecnologia a serviço de quem a usa. Desenvolvedor por profissão, Daniel Fabbri concorda quanto à dinamicidade da internet das coisas, explicando que daqui para frente muito pode acontecer: “Hoje em dia existe uma corrida do ouro da internet das coisas, porque ainda há muito o que se explorar em sua consumerização”.

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