15/12/2006

Investimento vale em região de escritórios

Fonte: Jornal da Tarde

Com os pontos positivos e os negativos de se comprar um flat comparados, chega o momento de escolher o local ideal para ter um apartamento. A dica de quem trabalha na área é investir em locais próximos a bolsões financeiros, que tendem a atrair executivos em trânsito por São Paulo, o principal público desse tipo de hospedagem.

Na Capital, além das cercanias da Avenida Paulista, outros pontos já despontaram como pólos de concentração de escritórios. São essas regiões que podem dar o melhor resultado para o investidor.

“Deve-se sempre pensar em comprar o flat em regiões de valorização crescente. Próximo à Avenida Berrini, no Itaim, na Vila Olímpia e na Chácara Santo Antônio, por exemplo. Essas são regiões mais baratas para comprar e que depois irão render”, recomenda Shirley Sorvillo, da Oliver Consultoria Imobiliária.

Antes de efetuar a compra, é importante informar-se sobre o andamento das locações na região escolhida e planejar em quanto tempo o flat deve dar o retorno esperado.

“É recomendável dar preferência a unidades com rendimento mensal entre 0,8% e 1% do valor do imóvel”, ensina Elbio Fernandez Mera, vice-presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação.

A perspectiva de recuperação dos ganhos com o investimento em flats, contudo, ainda precisa se consolidar no mercado brasileiro. Ainda há um número de unidades disponíveis para locação acima da demanda existente no mercado paulistano, o que deixa a situação dos proprietários e administradores bastante delicada.

Orlando de Souza, diretor de operações da Accor Hotel, que administra os flats com a bandeira Mercure Apartments, lembra que não há lançamentos de prédios novos há alguns anos, e, para que o ritmo de crescimento continue, é preciso primeiro acabar com os estoques.

“Se as construtoras começarem a fazer lançamentos apostando numa demanda maior no futuro, tudo o que temos visto e planejado cai por terra. A diária média paga em São Paulo é uma das mais baixas, comparadas com outras cidades do mundo com o mesmo perfil. Ainda não é o momento de se levantarem novos empreendimentos”, alerta Souza.

 

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