30/10/2006

Investimentos em imóveis e negócios

Fonte: O Estado de S. Paulo

Residenciais e comerciais já figuram na paisagem dos bairros que são servidos pelo Metrô Lilás e aquecem região

Filipe Araújo/AEArranha-céus – Edifícios de médio e alto padrão próximos à estação Giovanni Gronchi. Detalhe (direita) de condomínio fechado no Campo Limpo

Linha 5

Novas torres, supermercados, grandes empreendimentos, aglomerados de edificações horizontais, alguns focos de residências de alto padrão, morros e terrenos ainda vazios. Uma grande avenida logo abaixo, cortando tudo isso.

Esta é a paisagem que um passageiro da linha 5 do metrô vê hoje na confortável viagem que faz da estação Capão Redondo à Giovanni Gronchi. E que deve mudar muito.
Desde que começou a operar, em 2002, a região recebe novos empreendimentos, atrai novos moradores, comércio e empresas.

O terreno, segundo avaliação do Metrô, valorizou de 20% a 30% com a nova linha. Antes isolada, agora a região tem maior facilidade de acesso com as outras regiões da capital paulistana, e o retorno do mercado imobiliário começa a ser sentido – os terrenos começam a receber construções e em muitos pontos a região começa a se verticalizar.

Em Campo Limpo – uma das estações em que o diretor de Planejamento e Expansão do Metrô percebeu maior desenvolvimento –, 8 torres cinzas e 5 vermelhas se destacam na imensa paisagem de construções horizontais. Uma grande obra de um futuro shopping também chama a atenção, logo ao lado da linha, com as estruturas sendo erguidas.

Filipe Araújo/AEImpulso – Metrô corta a paisagem do Campo Limpo, prédios e empreendimentos com um shopping (em construção ao fundo)

Conhecimento da região e pesquisas indicaram a Tivoli Empreendimentos e Participações Ltda que a instalação do shopping ao lado da estação Campo Limpo do metrô é um bom negócio. Segundo o gerente comercial da empresa, José Roberto Baldin, o investimento – a construção que está em andamento – é uma expansão de uma galeria comercial e instalações da antiga rede de supermercados do grupo. “Teremos aproximadamente 200 lojas, contando para a inauguração o CompreBem (que já opera no local), Marabraz, Casas Bahia e mais duas âncoras em negociação, fora uma diversidade de lojas satélites”, afirma Baldin. “Há estudos da viabilidade de uma passarela entre o shopping e o metrô.” Do lado oposto da linha, alguns condomínios de alto padrão, como ilhas, despontam no horizonte. Mas esse alto padrão é mais facilmente observado da estação Giovanni Gronchi, muito próximo da Marginal do rio Pinheiros.

Grandes hipermercados e empresas estão presentes, várias torres residenciais de médio e alto padrão estão prontas e outras em fase de conclusão.
“Perceberam isso e se instalaram aqui. E deve se intensificar, quando os novos empreendimentos ficarem prontos e chegarem os novos moradores”, aposta a gerente de marketing da incorporadora Klabin Seagal, Marcella Carvalhal.

A incorporadora entregou em dezembro duas torres de alto padrão, e duas outras de médio padrão estão sendo construídas nas proximidades da estação Giovanni Gronchi, no Morumbi.

Outras três torres vizinhas, de outra incorporadora, também estão em fase de conclusão. “Acompanhamos a região desde o início das obras, em 2001, e desde então muita coisa veio pra cá. É um bairro maduro, mas que ainda tem muito para crescer”, aposta Marcella.

“Nossos clientes recebem o metrô como um fator muito positivo. Apesar de não o utilizarem, têm filhos e funcionários que precisam.” Para Baldin, a instalação do shopping poderá ajudar a aumentar a demanda por investimentos imobiliários. “Além disto pode atrair universidades, grupos empresariais e conseqüentemente uma notável geração de empregos.” 

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