22/05/2009

Juros menores nos bancos brasileiros

Fonte: Jornal da Tarde

Queda da taxa Selic, hoje em 10,25%, finalmente começa ter reflexo no bolso do consumidor

Após a queda da taxa Selic – taxa básica de juros – para 10,25% no dia 29 de abril, cinco grandes bancos reduziram a taxa de juros cobrado do consumidor para o empréstimo pessoal na mesma proporção ou até além desse corte nos juros, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Procon-SP. (veja a tabela ao lado)

Segundo o levantamento, Itaú, Real e Santander cortaram 0,08 ponto porcentual na taxa de juros cobradas no mês – o mesmo corte da Selic por mês. Os bancos Nossa Caixa e Safra foram além e derrubaram para 0,32 e 1 ponto porcentual, respectivamente, na comparação entre as taxas praticada em abril e neste mês. Ao todo, oito banco reduziram o custo cobrado para esse tipo de empréstimo.

Para o cheque especial, apenas três bancos acompanharam a queda da Selic: Nossa Caixa, com redução de 0,98 ponto porcentual, e Bradesco e Itaú, com 0,08. Mesmo assim, são sete os bancos que decidiram diminuir as taxas de juros no período.

Na média, o juros cobrado para o crédito pessoal caíram 0,17 ponto porcentual e, no cheque especial, 0,14 ponto porcentual, na comparação entre os dois meses. “Os bancos, depois de muito tempo, voltaram a repassar a queda da Selic”, comenta Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Em dezembro do ano passado, a taxa média para o crédito pessoal era de 6,25% ao mês e em maio foi registrado uma média de 5,57%, o que mostra uma redução de 0,68 pontos percentuais.

?Esse é o quinto mês seguido que as taxas apresentam queda, o que indica uma tendência?, afirma a supervisora de pesquisas do Procon-SP, Cristina Rafael Martinussi.

No caso do cheque especial, a taxa média cobrada pelos dez principais bancos que atuam na economia nacional era de 9,33% em dezembro e estão em 8,89%, o que representa um corte de 0,44 pontos percentuais.

Para Oliveira, as quedas são resultado de um otimismo do sistema financeiro com a situação econômica atual do país frente a crise e com uma continuidade nos cortes da taxa básica de juros.

A supervisora do Procon-SP acredita que os juros cobrados do consumidor ainda tem mais espaço para redução após os últimos cortes na Selic.

“Há uma pressão do governo federal para que as taxas de juros continuem em queda e o brasileiro tenha mais acesso ao crédito. Mesmo assim, o consumidor precisa ficar atento e sempre pesquisar modalidades e bancos que oferecem os juros mais interessantes”, diz.

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