19/02/2013

Lançamentos e vendas de imóveis novos caem em São Paulo

De acordo com dados do Secovi-SP, as vendas de imóveis residenciais novos sofreram queda de 4,8%, enquanto os lançamentos caíram 27% em relação a 2011

Fonte: ZAP Imóveis
Paulistano registrou uma queda significativa no número de lançamentos

As seguidas altas nos preços dos imóveis geraram grande freada no mercado imobiliário de São Paulo em 2012. Isso porque o setor paulistano registrou uma queda significativa no número de lançamentos e também na comercialização de novos empreendimentos no ano passado.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista totalizaram 26.959 unidades em 2012, uma queda de 4,8% em relação a 2011.Já o os lançamentos tiveram retração de 27% até o último mês de dezembro, com o número de unidades lançadas caindo de 38.149 em 2011 para 27.835 no ano passado.

Para o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, o cenário não é desesperador e trata-se apenas de um momento de equilíbrio no mercado imobiliário paulistano, já que não houve muitas sobras de imóveis em estoques e os valores também não sofreram grandes reajustes (o aumento real dos preços foi de 3% em relação ao ano retrasado).

O especialista também apontou as dificuldades nos licenciamentos de projetos, a escassez de terrenos e de estoque de outorga onerosa como outros fatores que contribuíram para os números negativos.

“A demanda está aquecida. Em 2012, lançamos 27,8 mil e vendemos 27 mil. Esse é o modelo ideal, com a oferta e a demanda equilibradas. Então, o mercado não enfrenta problemas de falta de demanda e de oferta de crédito imobiliário”, analisou, em evento em São Paulo.

Ainda segundo a pesquisa, o volume de vendas (VGV) também caiu no encerramento do ano. Segundo o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), o valor geral movimentado em vendas na capital diminuiu de R$ 14,2 bilhões em 2011 para R$ 13,6 bilhões em 2012.

Até as vendas de imóveis residenciais novos na região metropolitana de São Paulo (composta pela Capital e outros 38 municípios) também sofreram retração. Em 2012, totalizaram 50.903 unidades, queda de 3,8% em relação aos negócios realizados em 2011. Já o volume de lançamentos nesta região foi de 54.059 unidades, recuo de 19,7% ante as 67.359 unidades lançadas há dois anos.

Expectativa do Secovi é de crescimento de 10% no volume de lançamentos

Expectativas para 2013 – Para 2013, o presidente do Secovi, Claudio Bernardes, afirmou que a expectativa é de crescimento de 10% no volume de lançamentos (para 31 mil) e de alta entre 3,5% e 5% em unidades vendidas em São Paulo (28 mil).

O otimismo se deve às melhorias nos processos de licenciamento pelo setor público, à revisão do plano diretor na capital paulista e pelas medidas para desoneração para as construtoras, anunciadas em dezembro pelo governo federal. “O equilíbrio entre os lançamentos e vendas também nos mostra um bom ao que teremos em 2013”, completou Bernardes.

3 Comentários

  1. Acho que agora os brasileiros (paulistas) notaram que os preços dos imóveis estavam e ainda estão muito altos, uma valorização sobre o imóvel é correto, mas o preço de comercialização das construtoras é monstruoso. Imagine comprar um apartamento de 60m e pagar o valor de R$ 360.000,00 + financiamento + juros; para as construtoras isso é ótimo, para os bancos: ter milhares de familias devendo dinheiro a eles também é ótimo; Bom, já para as famílias endividadas, tomara que o caos internacional, não chegue ao Brasil, afinal temos muitos empregos e nossa média salarial é de pouquissímos reais ao ano. Vamos esperar passar a Copa do Mundo, para ver quem vai pagar a conta da especulação imobiliária que se instalou no Brasil.

  2. Enquanto a Prefeitura não mudar o atual Plano Diretor, os preços não vão abaixar. É preciso liberar as construtoras para Verticalizar muito mais, pois quanto mais alto o Edifício, menor será seu preço na proporcionalidade por metro quadrado construído .

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