17/05/2013

Lançamentos e vendas de imóveis têm melhor alta desde 2010 em SP

Segundo balanço divulgado pelo Secovi, foram lançadas 5.300 unidades até março deste ano e as vendas somaram 6.862 unidades

Fonte: ZAP Imóveis

Diferentemente do que ocorre tradicionalmente no primeiro trimestre do ano, os lançamentos e as vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo registraram um crescimento que não se via desde os três primeiros meses de 2010.

Na comparação de março de 2013 com igual período de 2012, a alta no número de unidades vendidas em São Paulo foi de 83,9%

Segundo balanço divulgado pelo Secovi-SP (sindicato da habitação) nesta sexta-feira, baseado nos dados da Embraesp, foram lançadas 5.300 unidades até março deste ano, o que representa uma alta de 44% em relação ao primeiro trimestre de 2012.

Essa marca só é superada no acumulado de janeiro a março de 2010, quando o mercado imobiliário viveu o boom e atingiu alta de 96% sobre 2009.

O estudo ainda apresentou que o volume de unidades lançadas somente em março, o melhor período para o mercado imobiliário até agora no ano, subiu 42,86% ante o mesmo mês do ano passado.

Já as vendas somaram 6.862 unidades, um aumento de 27% ante o mesmo período do ano passado (5.400 imóveis). Ainda segundo o levantamento, na comparação de março de 2013 com igual período de 2012, a alta no número de unidades vendidas foi de 83,9%.

Até o próximo mês de dezembro, as vendas e os lançamentos devem crescer em torno de 5% a 10%

“O primeiro trimestre é historicamente um período de redução de estoque, no qual víamos mais vendas do que lançamentos. Então, surpreendeu a todos nós. Mas, basicamente, foi devido às muitas aprovações que a prefeitura fez de projetos que estavam na gaveta.
Vimos casos de terrenos que foram comprados há 5 ou 6 anos e foi licenciado somente agora juntamente com os demais. Por isso, esta alta tão grande”, apontou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi.

Até março, o VGV (Valor Geral das Vendas) chegou a R$ 4,48 bilhões, atualizado pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção). O total mostrou que houve um aumento de 52,8% em relação aos R$ 2,93 bilhões de igual período de 2012.

“Esses números, no entanto, não são o que estamos esperando para o ano de 2013. Acreditamos que até o próximo mês de dezembro, as vendas e os lançamentos cresçam algo em torno de 5% a 10%. Não mais do que isso”, completou Petrucci.

Região metropolitana – As vendas acumuladas no primeiro trimestre na Grande São Paulo somaram 11.496 unidades, um crescimento de 18,5% diante dos 9.703 imóveis residenciais anotados no mesmo intervalo de 2012.
A capital paulista participou com 59,7% do total vendido e com 67,0% do volume lançado na região, de 7.938 imóveis no período de janeiro a março deste ano.

13 Comentários

  1. Estas vendas só subiram porque as construtoras concentraram seus lançamentos em março para mostrar um bom resultado. Estão quase todas com balanços ruins e queda na cotação das ações em bolsa. Sugiro uma visita ao blog bolhaimobiliaira ponto com antes de fechar seu negócio imobiliário. O Brasil passa por uma perigosa bolha e os fundamentos indicam que os preços estão no ápice. Risco de queda forte nos próximos anos. Cuidado com o que se veicula na mídia e com o que os analistas remunerados pelo setor analisado dizem!

  2. 84% de aumento nas vendas. 52,8% de aumento no volume de vendas. Vu=Vt/Qtd , X.Vu=(Vt*1,528)/(Qtd*1,84) , X=0,8305. Isso significa uma queda no valor unitário das unidades vendidas em torno de 17%. Olha os preços caindo e a bolha estourando. Está tudo lá no bolhaimobiliaria ponto comSão números fraquíssimos, só chamam atenção para o percentual de aumento e tentam ignorar a essência dos dados. Mas foram 4100 imóveis em uma cidade com 11 milhões de habitantes, relação de 0,03%. São Paulo capital deve ter uns 15 mil corretores em atividade. E os preços caíram 17% como demonstrei no comentário anterior. Vendas fracas, preço caindo, é a bolha dando sinais de que vai estourar. Só isso já justifica a decisão de esperar até 2015, pelo menos. Pra mim, a partir de 2017 a coisa vai ficar muito boa pra quem quer comprar imóvel e tem dinheiro poupado. Muito boa mesmo!

  3. Recomendo que, antes de fechar o seu negócio, informem-se sobre a bolha imobiliária brasileira, atualmente em seu ápice. Há fundamentos que indicam queda forte nos preços em questão de alguns anos. Quem comprar agora corre risco de passar nervoso vendo seu saldo devedor maior do que o valor de mercado do imóvel. Pesquisem o tema.

  4. Gostaria muito de saber quais as regiões que foram colhidos os dados, pois trabalho em lançamentos e notei que neste primeiro trimestre, foi exatamente como no ano passado, a maioria não vendeu nada na região da cidade de S. Paulo. Não estou levando em conta os dados e sim o dia a dia da corretagem nos plantões.O mercado está estacionado, o cliente está rodando e não está fechando. Sugiro ao SECOVI que faça uma pesquisa na base para saber exatamente o porque das unidades não estarem vendendo.

  5. Recomendo prestarem atenção ao mercado financeiro que evidentemente não gosta da ideia de aplicarmos nossos recursos em um ativo verdadeiro. Provavelmente pagam para alguns divulgarem uma falsa mensagem.

  6. Amigo para de falar bobagens… que os preços subiram muito e o mercado desaqueceu é verdade, porém existem regiões onde dificilmente irá ocorrer desvalorização! Investir em imóveis sempre foi e continuara sendo a melhor opção!

  7. PARABENIZO PEDRO E HUDSON PELOSCOMENTÁRIOS, A COISA ANDA POR AÍ.ANTES DE COMPRAR , PESQUISE , INFORME- SE , ANALISE , NÃO SE DEIXE ILUDIR E ENGANAR. QUESTIONE SOBRE MATERIAIS À SEREM UTILIZADOS , FORMA CONSTRUTIVAETC.,ETC.,ETC. TUDO PRETO NO BRANCO. E PROCURE SEMPRE UM PROFISSIONAL CREDENCIADO.

  8. Não sou especialista do setor, mas me parece sem nenhum fundamento a questão da bolha imobiliária. Isso porque, certos fatores dirimem qq dúvida de que a suposta bolha não existe, tais como (i) % crédito imobiliário em expansão (especialistas do setor financeiro acreditam que o setor é sub-explorado no Br); (ii) classe média em crescimento potencial para crescimento da economia nos próximos anos mediante grandes investimentos internos e estrangeiros e (iii) redução de taxas de juros, com possibilidade de portabilidade. Ademais, permitem-me corrigir os comentários acima no que tange a redução de preços. Acho improvável que o percentual de 17% seja correto, é preciso analisar a composição dos imóveis vendidos. Se o aumento na quantidade de imóveis vendidos estiver concentrado nos imóveis de menor valor (por exemplo, os residenciais antigos, os destinados para atender população de baixa renda ou em zonas de periféricas) o valor médio certamente será inferior ao do ano anterior. No que tange ao conselho de não adquirir imóveis no momento para não se arrepender frente as supostas futuras reduções de preço e juros crescentes, alerto para a existencia da regra da portabilidade. Se no futuro estiver descontente com as taxas pactuadas na aquisição, nada impede a cessão do contrato para outro banco que ofereça melhores condições já que a tendencia é de redução de taxas como tem acontecido nos ultimos anos (se compararmos com outros paises ainda há muito espaço para reduções). Deixar para o futuro pode ser um erro, até porque, comparativamente, na maior parte das regiões centrais de NY, por exemplo, não há imóveis por menos de Usd 10mil m2. Locais de alta procura podem chegar a Usd 25mil m2 e isso pode acontecer na cidade de São Paulo, sem dúvida. Por fim, vale lembrar que paises como Espanha e Austrália, tiveram seu crescimento (pré-crise) também pautado na exploração do mercado imobiliário e não houve bolha. Por que achar que um mercado sub-explorado como o nosso e cheio de potencial, passaria por isso???

  9. Tudo isso é jogada de empresas que tem ações em bolsa. A bolha existe porque esses lançamentos são vendidos em sua grande maioria para os mesmos investidores. São os mesmos que compraram no ano passado e vão utilizar o recurso da isenção do imposto de renda (para venda de imóvel e uso do dinheiro para compra de um novo empreendimento). Essa é a tal bolha. Enquanto esse recurso existir, especuladores não vão deixar o mercado imobiliário.

  10. Sinto dizer aos senhores que não existe a tal bolha imobiliária como ocorreu nos Estados Unidos, o mercado brasileiro é sólido, existe um índice habitacional muito deficiente e as vendas de imóveis com financiamento representam apenas 4,5% do PIB podendo chegar a 16% que é um limite mediano e razoável. Então para aqueles que gostam de falar bobagens estudem mais o assunto.

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