13/04/2009

Lapa passa por um processo de reforma de fachadas

Fonte: Jornal da Tarde

A valorização na região oeste girou em torno de 30% nos dois últimos anos

Com terrenos de 500 m² a mil m², casas antigas, com 30 a 50 anos de construção, os imóveis da City Lapa passaram por um processo de reforma de fachadas, e muitos já foram demolidos para construção de novos projetos. Hoje, são residências de classe média alta, cuja faixa de preço varia de R$ 800 mil a R$ 1 milhão, que tendem a se valorizar com o tombamento.

Fabio Rossi Filho, diretor da Itaplan Imóveis, lembra que essa valorização se deve principalmente à proximidade de bairros como Perdizes e Pompéia. “A valorização na região girou em torno de 30% nos dois últimos anos. A tendência é que continue e atinja crescimento de 20% nos próximos dois anos.”

A arquiteta e urbanista Silvana Zioni afirma que o valor dos terrenos no bairro é um grande atrativo por ainda serem mais baratos que outros “bairros-jardins”.

“A principal característica do bairro, assim como os “bairros-jardins”, é estar em uma área preservada, mas próxima ao Centro da cidade. Não é necessário morar a 20 km da capital”, explica.

José Lefèvre, presidente do Conpresp, órgão municipal que delibera sobre tombamentos, verifica que a tendência de verticalização no entorno da região já existia, mas o tombamento pode ser um atrativo a mais para o mercado imobiliário.

Para a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, a tendência é que a verticalização se concentre na Vila Leopoldina, que ainda possui grandes áreas que podem ser desmembradas. “A operação urbana Leopoldina-Jaguaré, que pretende adensar a região com imóveis comerciais, residenciais e serviços, deve impulsionar esse crescimento.”

Para Lefèvre, o bairro ainda tem a vantagem de não ter sofrido descaracterizações como o Jardim América e o Pacaembu, principalmente com relação à altura dos muros . “O bairro está mais protegido, já que a regulamentação das penalidades aplicadas pelo Conpresp são recentes. Temos aplicado multas cujo valor atinge 10% do preço do imóvel. Para residências de R$ 1 milhão, são R$ 100 mil”.

REUBANIZOU – A Companhia City iniciou suas operações comprando áreas que hoje se dividem entre bairros da cidade, tais como Jardim América, Pacaembu, Alto de Pinheiros e Alto da Lapa. Desde o início, sua atividade foi associada ao desenvolvimento urbano de São Paulo. O principal conceito criado pela companhia foi o de “cidade-jardim”, que determina que cada bairro deve ter seu centro comercial, áreas de lazer e convivência social e edificações de acordo com certos padrões.

Ao construir, a companhia pavimentou ruas, promoveu a arborização das áreas comuns, implantação de sistema de água e esgoto, gás encanado, bem como espaços públicos, praças e parques, com critérios urbanísticos que influenciaram padrões que regem as Leis de Zoneamento Urbano da cidade.

Os jardins América, Europa, Paulista e Paulistano, na zona sul, já foram tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp). Assim como Pacaembu e City Lapa, foram urbanizados pela Companhia, a partir de projeto urbanístico do urbanista inglês Barry Parker.

A preservação das calçadas largas, grandes lotes e ruas arborizadas garantiu áreas permeáveis à chuva que evitam enchentes e vegetação que diminuem o calor no bairro.

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