02/03/2009

Leblon: na Delfim Moreira, a avenida mais cara do Rio, imóveis de R$ 3 milhões pra cima

Fonte: Jornal da Tarde

Imóveis de R$ 3 milhões pra cima na avenida

Foto: Simone Marinho (Agência O Globo)Zap o especialista em imóveisLeblon: bairro cobiçado na orla do Rio

Rio de Janeiro – Você venderia sua casa para receber em troca quatro apartamentos, num prédio de apenas seis, sendo um por andar? E isso na Praia do Leblon? Pois essa oferta, feita pela construtora Concal, recebeu um sonoro não do proprietário da última casa da Avenida Delfim Moreira. O dono não quer saber de negócio. Segundo a Concal, não vende de jeito algum.

O empresário José Conde Caldas, dono da construtora, diz que a oferta dos quatro imóveis foi, provavelmente, sua última cartada:
– A cobertura pagaria a obra, e o lucro viria da venda de um único apartamento. Mas não adianta. Ele adora a casa, que nem é grande coisa: mas, pela localização, é compreensível o que ele pensa.

Essa é mais uma das histórias curiosas da Delfim Moreira – que, há 90 anos, era um areal, coberto de pitangueiras e palmeiras anãs, e hoje é o endereço mais nobre do Rio. Em enquete feita pelo GLOBO na internet, para checar quais seriam os endereços dos sonhos de nossos leitores, a orla do Leblon ficou em terceiro lugar, com 19,3% dos votos, atrás da beira-mar da Urca e do entorno da Lagoa. E, por isso, é tema desta quarta e última reportagem da série “Avenidas cobiçadas”.

Zap o especialista em imóveisAvenida Delfim Moreira, a mais cara do Rio

Quando se trata da Delfim Moreira, os números são sempre superlativos: há apartamentos de até 800 metros quadrados, com salas de 200, e quatro vagas na garagem. Nesse padrão, no condomínio Juan les Pins – o mais caro da área, de 12 apartamentos, um por andar – o preço gira em torno de R$ 18 milhões (a cobertura, claro, é mais cara). É bom lembrar que, ao lado da Vieira Souto, em Ipanema, a avenida é uma das poucas do Rio em que ainda é feita cotação de preços em dólar. Mas, em tempos de câmbio estável, o real acaba sendo mais usado.

A maioria dos imóveis são apartamentos de 200 a 400 metros quadrados, com três ou quatro quartos e preços que variam de R$ 3 milhões a R$ 8 milhões – o metro quadrado vai de R$ 16 mil a R$ 20 mil (ou de US$ 8 mil a US$ 10 mil). No número 350, há um quatro-quartos à venda por R$ 3,3 milhões. Mas esse mercado é bem fechado: os poucos corretores que atuam na área só recebem gente conhecida. E, na maioria das vezes, só na hora de fechar negócio o comprador sabe de quem está comprando.

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