26/11/2008

Lei do “”nome sujo”” estimula pagamento em dia dos condomínios

Fonte: Editoria Zap

Levantamento da Lello Condomínios aponta aumento de boletos com mais de 30 dias de atraso quitados

A lei estadual que permite protestar boletos de condomínio em atraso e inscrever os inadimplentes em serviços de proteção ao crédito já está surtindo efeito na cidade de São Paulo. Segundo a Lello Condomínios, administradora de condomínios no Estado de São Paulo, a nova legislação ajudou a ampliar o número de boletos em atraso quitados.

Balanço da empresa divulgado, nesta terça-feira, durante debate sobre o novo código apontou que em julho, mês em que a lei entrou em vigor, houve o registrou de 1.189 pagamentos de boletos com mais de 30 dias de atraso. No mês seguinte, agosto, o número de boletos quitados chegou a 1.673, o que representa um aumento de 40%. Já em setembro foram 1.532 pagamentos de condomínios atrasados há mais de 30 dias.

O  levantamento mostra ainda que em agosto, após a lei do “nome sujo” entrar em vigor, a quantidade de quitações representou 70% do total de boletos em aberto, contra apenas 42% em julho. Em setembro esse índice foi de 59%, 17 pontos percentuais, portanto, acima do registrado em julho.

“A empresa apóia a lei. Acreditamos que a taxa de inadimplência entre os nossos condôminos, que já era baixa, tende a ficar ainda menor a partir de agora, pois, além da multa e dos juros sobre o boletos em aberto, há a possibilidade do protesto”, diz a gerente da divisão de atendimento ao cliente da Lello Condomínios, Márcia Romão. 

De acordo com Antonio Couto, diretor superintendente da Lello Condomínios e integrante do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), os condôminos passaram a atrasar o pagamento a partir de 2004, período em que a multa de atraso do boleto reduziu de 20% para 2%.

“Com isso, os moradores passaram a priorizar as dívidas com juros e multas mais elevados. E assim, sem verba os condomínios deixaram de investir em áreas de lazer, manutenção do elevador, além disso, tiveram que cortar funcionários para reduzir as despesas do condomínio e por fim o imóvel se desvalorizou”, conta Couto. 

Para atingir resultados positivos, a nova norma precisa ser utilizada com cautela pelos síndicos, seguindo procedimentos e visando sempre resguardar o condomínio. Por isso, a Lello utiliza uma ferramenta que é acionada assim que uma cota de condomínio não é paga na data do vencimento. O sistema encaminha automaticamente aos condôminos impontuais cartas boleto estendendo o prazo de pagamento, com multa e juros já calculados. Oferece ainda opções de parcelamento do valor, caso o síndico assim o determine, e avisa sobre eventuais encaminhamento para o processo de cobrança judicial.

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