30/10/2006

Linha 2 pode reforçar mercado

Fonte: O Estado de S. Paulo

Bairros da região sudeste como Vila Prudente, Ipiranga e Sacomã terão acesso facilitado e podem se tornar alternativa para consumidor.Nos 300 metros às margens da linha de metrô é permitido maior adensamento

Divulgação – MetrôZap o especialista em imóveisObras – Em construção, a extensão da Linha 2 (Verde) que vai ligar a estação Ana Rosa à estação Imigrantes vai aproximar região do ABC

A extensão da Linha 2 (Verde) do metrô, que vai ligar a estação Ana Rosa à Imigrantes, vai passar pela região sudeste da capital. São bairros como Ipiranga, Chácara Klabin, Sacomã, Vila Carioca, Vila Prudente e um trecho que faz divisa com a Mooca. O novo trecho, que deve estar pronto em 2007, vai ter 3,5 quilômetros.

Para o diretor do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Eduardo Della Manna, o metrô chega à região com um pouco de atraso em relação ao setor imobiliário, que cresceu nos últimos cinco anos. “Infelizmente, por conta do volume das necessidades de obras, o metrô acaba chegando depois da expansão imobiliária”, afirma.

O presidente da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) Luiz Paulo Pompéia, diz que a chegada do metrô vai facilitar o acesso aos bairros da região. “O metrô, que levou impulso e desenvolvimento para a zona leste, vai proporcionar qualidade de acesso à região sudeste e ao ABC, que é próximo”, diz Pompéia.

Para ele, a região tem grandes chances de crescimento imobiliário, principalmente nas áreas ao redor da passagem da linha do metrô e de suas futuras estações. “Quero acreditar que o governo do Estado e a Prefeitura tenham possibilidade de tocar a obra”, afirma. O governo federal ainda não decidiu sobre a liberação da verba para esta obra em São Paulo.

Público
Della Manna explica que o Plano Diretor da cidade e a Lei de Zoneamento criaram uma área de integração urbana ao longo das linhas de metrô. Isto significa que é possível construir mais nestas áreas desde que seja aprovado um plano urbanístico para a região.
“Nos 300 metros de margem de cada lado do eixo da linha de transporte de massa – como o metrô e os trens – é permitido o adensamento imobiliário”, afirma do diretor do Secovi. O mesmo vale para os 300 metros do entorno das estações.

Segundo Della Manna, é previsto, para estas áreas, um adensamento maior que depende do plano urbanístico específico da Prefeitura para estas regiões.

Sem este plano, explica ele, não é possível que o empreendedor faça projetos com coeficiente construtivo maior, porque o adensamento precisa ser proposto pelo poder municipal. “Ao longo de uma linha de metrô poderíamos ter potencial construtivo maior do que as quatro vezes da área. Poderíamos ter potencial para 8 ou 10 vezes.” Este tipo de operação urbanística pode gerar outorga onerosa, que invariavelmente é destinada à região, o que poderia até mesmo contribuir para a expansão do metrô, a exemplo da Operação Faria Lima que deverá participar da extensão da Linha 4 (Amarela). O custo da expansão da Linha 2 (Verde) deve ser em torno de R$ 850 milhões.

“Esta é a nova ligação entre o sudeste e o centro expandido da capital”, afirma o diretor de Planejamento e Expansão do Metrô, Renato Pires de Carvalho Viégas. Ele avalia que a facilidade de transporte entre a região e a Avenida Paulista vai “ter forte impacto no mercado imobiliário”.

Para iniciar as obras da expansão da Linha 2, o Metrô pediu a desapropriação de 76 imóveis. A Constituição de 1988 garante ao proprietário o direito de receber o valor total do imóvel. Hoje, como a obra é feita no subterrâneo, o número de desapropriações reduziu muito. 

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