27/10/2009

Linha branca: corte de IPI pode ser definitivo

Fonte: Jornal da Tarde

Governo estuda tornar permanente a redução do imposto para geladeiras, fogões e lavadoras

O governo discute a possibilidade de reduzir permanentemente a tributação do setor de linha branca – geladeiras, fogões, máquinas de lavar -, segundo informaram fontes da equipe econômica. Ainda não há decisão nesse sentido, nem em que bases se daria, se nas alíquotas reduzidas atuais ou em alguma faixa intermediária. Mas esse é um pedido do setor que encontra apoio em parte do governo, que considera altas algumas alíquotas originais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como os 20% cobrados sobre as máquinas de lavar.

O debate sobre a redução permanente da carga tributária para a linha branca ocorre simultaneamente ao da renovação até o fim do ano, ou no máximo até janeiro de 2010, do IPI reduzido. Em abril deste ano, para enfrentar a crise, o governo baixou de 20% para 10% do IPI cobrado das máquinas de lavar; de 15% para 5% de geladeiras; de 5% para zero dos fogões e de 10% para zero dos tanquinhos.

Ontem, no programa Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é preciso mais crédito e desoneração de impostos para incentivar o consumidor a comprar o que ele ainda não tem. Lula afirmou que, ao se criarem condições para a compra de casa, televisão, geladeira, fogão, máquina de lavar, roupa e carro, para citar alguns exemplos, gira-se a economia do Brasil.

Em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se com representantes do varejo e da indústria da linha branca para discutir como ficará a tributação do setor, já que o estímulo fiscal só vale até 31 de outubro.

Os empresários destacaram que é importante segurar o tributo mais baixo até janeiro para ajudar a manter as vendas em alta. O ministro deixou claro que uma eventual renovação do IPI reduzido estaria vinculada a contrapartidas. Ele quer o compromisso dos empresários de repassar o corte do IPI ao consumidor, aumentar empregos e, no caso dos varejistas, reduzir juros nas vendas. A avaliação do Ministério é que o IPI reduzido não foi integralmente repassado aos preços e os lojistas estão exagerando nos juros nas vendas a prazo.

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