16/02/2009

Locação cai 23% na capital em novembro

Fonte: Jornal da Tarde

Pesquisa do Creci mostra que crise retraiu contratos: 561 inquilinos desistiram do aluguel

Pesquisa de locação do Conselho Regional de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) mostra que houve uma queda de 23,06% do número de imóveis locados em novembro entre as 504 imobiliárias consultadas na capital. Foram 761 imóveis alugado, mas 561 inquilinos desistiram do aluguel. O índice é 20,16% maior do que o apurado em outubro.

Para José Augusto Viana Neto, presidente do órgão, o cenário de imóveis para locar na cidade continua difícil no período, e a baixa frequência deve-se à crise financeira internacional, que retraiu novos contratos.

“Os locadores ouvem comentários e aguardam melhores oportunidades”, explica. Porém, é cauteloso: “Só iremos ter uma definição com os dados de janeiro, quando o cenário deve se consolidar”.

Ele lembra que o desemprego também pode ter motivado a queda ou o contínuo reajuste das taxas cobradas pelos proprietários, que os locatários não aceitam e acabam não renovando contratos.

Nos primeiros dez dias de fevereiro, o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), base para o reajuste dos aluguéis, continua mostrando tendência de alta e variou 0,42% no período. Na visão de Neto, a tendência é de mais reajustes.

“Antes, os locatários cobravam 0,5% do valor do imóvel. Hoje pede-se 1%. É um impacto fora do comum causado pelo aumento da demanda e a falta de imóveis novos para locar, o que torna a locação altamente promissora para quem quer investir em imóveis usados.”

A pesquisa registrou 18 ocorrências de baixa e 12 de alta nos aluguéis em novembro. O que mais baixou – 31,44% – foram as casas do tipo quarto e cozinha situadas em bairros da Zona E, como Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba. O aluguel médio caiu de R$ 405,77 em outubro para R$ 278,18 em novembro.

O aluguel que mais subiu foi o de apartamentos de um dormitório, situados em bairros da Zona D, ficando 18,24% mais caro, com o valor médio passando de R$ 535,00 em outubro para R$ 632,58 em novembro.

Os inquilinos inadimplentes em novembro somaram 7,21% do total de contratos em carteira. Esse porcentual representa um aumento de 34,51% em relação aos 5,36% que estavam em atraso em outubro.

No âmbito estadual, o número de imóveis residenciais alugados no mês foi 31,85% menor que em outubro.

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