27/02/2009

Locação comercial sobe, mas a tendência é de desaceleração

Fonte: Jornal da Tarde

Reajuste foi de 0,62% em janeiro. Porém, a tendência de mercado é de desaceleração

Edifícios de uso comercial apresentaram aumento no valor da locação de cerca de 13% nos últimos 12 meses, apesar de tendência de desaceleração

Com aumento médio de 0,62% em janeiro, o aluguel comercial em São Paulo mantém ciclo de alta, subindo, em média, 13,43% nos últimos 12 meses, segundo pesquisa divulgada pelo Grupo Hubert. Porém, os reajustes tendem a ser menores, de acordo com Moacyr Oliveira, gerente de locações e vendas do grupo de gestão imobiliária.

A pesquisa, que abrange prédios com mais de dez anos de construção e área de 50 m² a 1 mil m², considerados de médio padrão, já registrou queda de procura de cerca de 20% em janeiro comparado a janeiro de 2008. “A tendência é de reajuste menor em fevereiro e março, mas não deve haver queda. Temos de lembrar que dezembro e janeiro são meses atípicos, de maior demanda. Geralmente, as empresas programam mudanças em dezembro, aproveitando o período de Natal e férias.”

A valorização, aponta a pesquisa, foi generalizada, com ganho real significativo em relação ao índice de menos 0,44%, segundo o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) do mês, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, e serve como base para os reajustes. O maior reajuste aconteceu na região da Avenida Paulista (0,71%), seguido pela da Avenida Brigadeiro Faria Lima (0,69%), e Centro Novo (0,65%). O Centro Velho ficou abaixo da média, com 0,44%. A maior parte das ofertas foi registrada nas regiões do Centro Velho e Centro Novo. A maior procura foi por escritórios com metragens de 500 m² a 1 mil m², enquanto escritórios com metragens de até 100 m², foram os mais ofertados. “Ao contrário do aluguel residencial, que segue acelerado devido à pouca oferta de imóveis na cidade, o segmento ainda tem oferta, mas o investidor, que é maioria no mercado, não acompanha essa procura”, explica Oliveira.

De acordo com ele, o mercado está se adequando às expectativas ante o novo cenário econômico. “O investidor, ao ver que o imóvel está desocupado há algum tempo, verifica que não vale tanto. O preço, portanto, cai a longo prazo, até abril. Se não há procura, a reação é diminuir o aluguel. Mas, por enquanto, ainda há expectativa. O mercado não reage de imediato.”

Oliveira exemplifica o reajuste com o pico de 2,09% em março do ano passado. “O reajuste foi menor em maio, de 0,74%. Dezembro, janeiro e fevereiro tem maior procura e cria expectativas. Mas a tendência é aumentar menos.”

NÚMEROS – 0,62% é o aumento do aluguel comercial em janeiro

0,71% de reajuste de aluguel na região da Avenida Paulista

100 m² é a metragem oferecida no mercado

20% é a queda da procura nos últimos 12 meses  

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