18/05/2009

Locação registra alta no Rio

Fonte: Jornal EXTRA

Imobiliárias do Rio registram um aumento médio de 40% nos contratos de locação no primeiro trimestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado

O governo quer estimular a construção civil e todo mundo quer ter sua casa própria. Mas, apesar dos holofotes voltados para o mercado de venda de imóveis, o setor de locação não se retraiu. Pelo contrário, cresceu mesmo com a crise e com o lançamento do programa “Minha casa, minha vida”. As imobiliárias do Rio registram um aumento médio de 40% nos contratos de locação no primeiro trimestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado.

A procura registrou crescimento ainda maior. Segundo dados do Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Secovi Rio, 396.730 famílias pesquisaram imóveis para alugar no estado, de janeiro a março de 2009. O número é 60% maior do que o do ano passado.

Os motivos para esse cenário, de acordo com o diretor da Protel Administradora, Alfredo Lopes, são vários: aumento na oferta de condomínios com infraestrutura e ampla área de lazer; redução nos índices de reajuste de aluguel – o IGP-M vem registrando deflação desde janeiro – e crescimento da demanda de funcionários transferidos de grandes empresas.

“Esses empreendimentos com piscina, churrasqueira e quadra de futebol atraem também as pessoas que não podem comprar, mas querem morar num lugar assim””””, disse Lopes.

MELHOR OPÇÃO – O gerente de vendas Ulisses Jurandir, de 25 anos, alugou um apartamento no Rio há 15 dias. Ele é de São Paulo, mas veio trabalhar na cidade transferido pela rede de varejo da qual é funcionário. A locação era a única opção. E deve ficar no Rio por, no máximo, três anos e não se adaptou a morar em um hotel.

“Encontrei um condomínio com estrutura boa e um preço bem acessível. Foi a solução ideal para o meu caso”, disse Ulisses.

Na Apsa, a procura está tão grande que o número de imóveis disponíveis para locação é menor este ano do que em 2008. Em compensação, a administradora recebeu nada menos que 15.330 ligações de interessados em uma unidade para alugar.

QUEDA NO ÍNDICE DE REAJUSTE – Tijuca e Botafogo são os bairros mais procurados para aluguel residencial, segundo o Secovi Rio. Nessas regiões, o valor médio de um apartamento de dois quartos é de R$775 e R$1.360, respectivamente. Segundo a diretora da Patrimóvel Administradora, Rosângela Vasconcelos, a proximidade do metrô aumenta a procura nesses bairros.

Um dos principais motivos para o aquecimento do setor de locação é a deflação do principal índice que reajuste dos aluguéis, o IGP-M. Desde janeiro, o indicador registra percentual negativo. No acumulado do ano, já acumula deflação de 1,07%.

SUBLOCAÇÃO – Quem acabou de alugar ou pretende locar um imóvel deve conhecer as regras da sublocação, segundo o vice-presidente do Secovi Rio, Manoel Maia. De acordo com ele, a prática somente é permitida – para imóveis residenciais e comerciais – quando está expressamente prevista em contrato. Em 98% dos casos, a sublocação é proibida, sob pena de despejo. Logo, quem tem essa intenção deve negociar previamente com o proprietário.

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