25/05/2008

Localização não influencia em taxa

Fonte: O Estado de S. Paulo

O preço da cota de condomínio está ligado a custos fixos e não ao valor do imóvel e varia conforme consumo

Antônio Milena/AEZap o especialista em imóveisAna Franzini – “Pessoas inteligentes sabem que condomínio baixo valoriza o imóvel”, diz síndica

Muita gente pensa que, quando um apartamento fica num bairro valorizado, necessariamente a taxa de condomínio é alta. Mas esta é uma idéia falsa. Os principais fatores que determinam o cálculo do condomínio estão mais ligados às despesas fixas do prédio e ao número de unidades que entram no rateio do que à sua localização. Portanto, a taxa não deve subir quando há valorização do imóvel, mas se há aumento da tarifa de água, por exemplo, sim.

Segundo Omar Anauate, diretor de condomínios da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), os gastos com folha de pagamento dos funcionários da portaria, limpeza e zeladoria são os que mais pesam. Em média, são responsáveis por 51,94% dos custos fixos, segundo os dados de março da Aabic.

Em seguida, vêm os custos com consumo de água (12,4%); as despesas administrativas (8,91%) e de manutenção como contratos de conservação de elevadores, bombas, interfones (8,72%); seguidas do consumo de energia elétrica (5,98%). Depois de somadas todas as despesas, o principal fator que determina quanto cada condômino vai pagar é o número de unidades que participam do rateio. Quanto maior o número de pagantes, menor o valor da taxa.

Apesar de não ser determinante, a localização pode ter influência indireta nos gastos. “Ela tem relação com o salário dos funcionários, que pode variar dependendo do bairro. Um porteiro nos Jardins às vezes não ganha o mesmo do que trabalha num bairro periférico”, explica Anauate. Como a folha de pagamento é a responsável pela maior fatia dos gastos fixos, isso pode dar alguma alteração nos cálculos.

Algumas características dos condomínios também podem influenciar nas despesas. A conta pode engordar se as áreas comuns forem grandes a ponto de criarem a necessidade de contratação de pessoal extra para administrá-las, como nos condomínios clubes ou residenciais com serviços.

Já nos prédios de luxo, a taxa de condomínio alta se justifica pelo pequeno número de moradores que participam do rateio ou pelo esquema de segurança adotado. “Eles costumam, além dos funcionários de portaria, contratar seguranças particulares”, diz Anauate.

Números

12,4%
foi a fatia média ocupada pelos gastos com consumo de água nos condomínios paulistanos, em março, segundo a Aabic

51,94%
foi o porcentual médio relativo aos gastos com folha de pagamento nas despesas dos condomínios paulistanos, em março

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