16/05/2011

Lojas investem em móveis esculpidos pela natureza

Fonte: O Globo
O banco trazido da Indonésia por O Galpão ganha resina nas falhas naturais (Foto de Fábio Rossi)
O banco trazido da Indonésia por O Galpão ganha resina nas falhas naturais (Foto de Fábio Rossi)

Rio de Janeiro – Restos de raízes, de troncos e cascas de árvores estão ganhando vida nova na decoração. Boa parte dessas peças é encontrada quase pronta na natureza, passando apenas por tratamentos rápidos e pequenos retoques para ganhar aspecto de produto final e ir para a vitrine das lojas. Por manterem seu design natural – esculpido pela natureza -, quase sempre são peças únicas.

Algumas são feitas por aqui mesmo, por designers brasileiros como Pedro Petry, que desde 1991 aposta nesse tipo de trabalho, aproveitando o que a madeira tem de mais diferente: seus veios, falhas, desenhos e cores únicos. Um exemplo é a base para mesa de centro “Raiz”, do Arquivo Contemporâneo. Já a Breton Actual investe em peças com madeira de manejo sustentável de Roraima e Mato Grosso, que incluem mesas de centro e esculturas para parede.

Outras peças vêm de Bali, na Indonésia, onde a reciclagem de madeira é um trabalho corriqueiro entre os artesãos locais.

A mesa e a escultura da Breton são feitas com madeira de manejo sustentável (Foto de divulgação)
A mesa e a escultura da Breton são feitas com madeira de manejo sustentável (Foto de divulgação)

“Em Bali, eles aproveitam tudo o que podem da natureza. Faz parte da sua cultura”, destaca Eliane Accioli, proprietária da Stilo Asia, que viaja à ilha há 22 anos, em busca de itens com esse aspecto natural, como a chaise longue da foto principal da página, feita de madeira teca, com um pedaço do tronco e da raiz de uma mesma árvore.

Também das mãos dos artesãos indonésios chega a nova linha de móveis importada por O Galpão. Feitas com pedaços de raiz de teca, as peças têm suas fendas e falhas naturais preenchidas com resina transparente. O efeito é de cristal de rocha. E dependendo do tamanho da lâmina de madeira utilizada, elas podem virar bancos, aparadores, pufes de tamanhos variados e mesas de centro ou laterais.

“Podia ser um simples pedaço de madeira furado. Mas, com a resina, acaba se tornando uma peça requintada”, avalia Teresa Pellitieri, proprietária da loja.

Já o designer Pedro Mendes, que acaba de lançar a linha de móveis “Veios da natureza”, pela Way Design, está aproveitando os restos de madeira de uma fábrica gaúcha, que utiliza muito o kiri, madeira de reflorestamento típica da China e facilmente encontrada nos Estados Unidos. As peças recebem cortes que valorizem seu desenho natural. Como a mesa lateral “Gress”, que sai a R$ 5.110 e ganhou um charme extra: três pés do tipo palito, no estilo anos 50.

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