30/07/2009

Longe do fogo e dos prejuízos

Fonte: Jornal Extra

Corpo de Bombeiros do Rio já registrou 74 incêndios em residências este ano

A ameaça de um incêndio é iminente tanto para quem mora em casa quanto para quem vive em apartamentos. No entanto, é o tipo do incidente que parece atingir somente os outros. Puro engano. Se não houver prevenção e cuidados básicos, o episódio pode acontecer na sua residência e, pior, acabar em tragédia: na última semana, dois apartamentos pegaram fogo – um no Rio e outro em São Paulo – matando três pessoas e deixando seis feridas.

O Corpo de Bombeiros do Rio já registrou 74 incêndios em residências este ano. Para manter distância do problema, é importante estar atento dentro e fora de casa. O condomínio têm seus deveres, como manter os equipamentos anti-incêndio em dia e treinar os funcionários. A síndica Regina Lofiego, que administra o prédio onde mora em Copacabana, tem a prevenção de incêndio como uma de suas prioridades:

“Estamos sempre verificando os equipamentos, que estão espalhados pelo prédio.”

Os moradores, entretanto, também devem seguir a sua cartilha. Instalações elétricas malfeitas, tomadas sobrecarregadas, velas acesas em locais inadequados, ferro de passar ligado sem uso… São muitas as cautelas que os moradores devem tomar.

“Um carregador de celular, por exemplo, que parece inofensivo, pode não ser. Se ficar na tomada por muito tempo e não for de boa qualidade, pode causar um curto e provocar um incêndio”, exemplifica Marcio Murad, da Corretora Apsa.

Os porteiros também não ficam livres dessa responsabilidade. Eles devem saber, por exemplo, operar os equipamentos de prevenção e tomar decisões em situação de risco. O Secovi Rio oferece esse tipo de treinamento, que é dado regularmente por um oficial do Corpo de Bombeiros.

COMBATE EFICIENTE – Se o incêndio acabar acontecendo, há mecanismos para combatê-lo antes que o estrago seja maior. Não somente os condomínios, mas também as construtoras, têm se preocupado com isso na projeção dos prédios. A Concal, por exemplo, instalou um detector de fumaça em todas as áreas de serviço do prédio Conde Du Lac, na Lagoa. Além disso, tem um botão de pânico para ser acionado em caso de emergência. Segundo Sergio Caldas, diretor de Planejamento da Concal, o sistema também aciona luzes internas e externas, controla o consumo de água e energia elétrica e monitora motores e equipamentos.

AÇÃO NA JUSTIÇA – Caso não seja evitado ou combatido, o incêndio pode parar na Justiça. De acordo com o advogado Leonardo Amarante, o causador do incêndio pode ser processado por danos morais e materiais. Para isso, entretanto, será necessário identificar o responsável e ter um prova pericial do Corpo de Bombeiros.

SEGURO PARA REDUZIR OS DANOS – A aposentada Erenita Pinheiro, de 78 anos, levou um susto em maio deste ano. Segundo seu filho, Edson Sanches, o apartamento dela, na Tijuca, pegou fogo na cozinha. A casa estava vazia e ninguém ficou ferido. Por prevenção, também não houve prejuízo material. Os moradores tinham um seguro contra incêndio, que pagou os gastos com bens como geladeira, fogão e freezer.

Segundo Marcio Murad, da corretora Apsa, esse tipo de seguro já é feito por cerca de 40% dos moradores de condomínios. Os preços são diversos, mas não são altos: a partir de R$ 4,50 ao mês é possível segurar o conteúdo do imóvel contra destruição por fogo.

O Rio Flat, no Leblon, administrado pela Protel e com 258 unidades, já passou por três princípios de incêndio, em dez anos. Todas as vezes, os incidentes foram controlados. O sistema de prevenção do prédio inclui monitoração dos splinkers (chuveiros automáticos), detectores de fumaça, brigadista e vigias treinados.

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