20/04/2007

Loteamento popular é boa opção

Fonte: Jornal da Tarde

Giro mais rápido do mercado e expansão industrial oferecem atrativos aos investidores

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisQuadro de José Urrutia retratando casas populares: cresce a oferta de loteamento para esse segmento

Apesar de serem menos rentáveis que os loteamentos de alto padrão, os investimentos em lotes populares em cidades da Grande São Paulo e no interior do Estado apresentam um giro de mercado atraente para muitos investidores. Regiões em desenvolvimento e que concentram grandes empresas e indústrias são as mais indicadas para se aplicar em terrenos.

“Investir em regiões em progresso e crescimento industrial por conta de instalação de fábricas e a atração de mão-de-obra leva a uma procura maior por primeiras moradias”, explica o diretor da Extrema Empreendedores Imobiliários, Arthur Matarazzo Braga. Segundo ele, as regiões de Sorocaba, São José dos Campos, Taubaté e Campinas são as que apresentam maior demanda.

“Temos um loteamento popular na região de Hortolância que foi procurado por trabalhadores do entorno, como Sumaré e Campinas. São pessoas que preferem morar um pouco mais longe dos centros das cidades porque oferecemos produtos e preços mais atrativos”, afirma Braga.

Especialista no mercado imobiliário na região de Sorocaba, o diretor de Assuntos Regionais da Associação das empresas de Loteamento do Estado de São Paulo (Aelo), Flávio Amary, confirma a onda positiva do segmento. “Esses trabalhadores que vêm trabalhar no interior precisam morar em algum lugar. O mercado está bastante aquecido e a perspectiva é de crescimento, tanto nos lotes mais populares quanto nos lotes fechados. Estamos na linha de ascensão. O mercado está sempre melhor que o mês anterior”.

Os terrenos voltados par as classes mais baixas tem em média de 125 a 250 m² e um preço entre R$ 150 e R$ 250 o metro quadrado. Segundo o gerente comercial e marketing da Scopel Desenvolvimento Urbano, Ricardo Navas, a necessidade neste mercado é urgente e o terreno representa uma das únicas oportunidades reais de moradia para muitos.

“Como os programas governamentais são lentos e não atendem a demanda, esses consumidores acabariam abandonados. Até porque os mesmos não se enquadram nos formatos de financiamento oferecido pelas instituições financeiras. O terreno por sua vez é um bem financiado diretamente pelo empreendedor, que na sua maioria, cria mecanismos e acesso de negociação bem mais flexíveis e adequados e esse público”, explica.

Assim como ocorre nos investimento em empreendimentos de alto padrão, a margem de lucro depende do desenvolvimento do loteamento e dos recursos utilizados na construção. Consultores imobiliários aconselham os investidores a pesquisar as condições de cada região e a trabalhar baseado no perfil do consumidor.

 

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