25/11/2007

Lugar para veraneio ou moradia

Fonte: O Estado de S. Paulo

Guarujá e Santos têm ofertas tanto para quem procura uma residência ou apenas passar temporada na praia

Aquele antigo desejo de classe média – ter uma casa na praia – que durante muitos anos pareceu tão distante, agora está mais acessível. Os fatores que o tornam mais próximos da realidade são os mesmos que vêm movimentando o mercado imobiliário como um todo nos últimos meses: economia estável, queda das taxas de juros e maior prazo do financiamento, além de vastos recursos captados pelas empresas construtoras e incorporadoras, que têm possibilidade de produzir em escala.

Isso se reflete nos padrões dos empreendimentos no litoral. Na Baixada Santista, vários lançamentos surgem justamente para atender ao perfil de comprador de classe média. E a forma de pagamento mais esperada é o financiamento. Até pouco tempo, reinavam as unidades de altíssimo padrão.

“A estabilidade da economia contribui para que a classe média consiga isso”, afirma o consultor comercial da Shahin, Fábio Donegá. A empresa vai lançar no fim do ano o empreendimento Club Residence Twice, no Guarujá. O condomínio será entre a praia de Astúrias e do Tombo, muito conhecida pelos surfistas.

Segundo pesquisas da empresa, de 70% a 80% das vendas devem ser para as famílias em busca do segundo imóvel, para lazer. E a expectativa é que as unidades se esgotem ao longo da temporada do verão. “Vamos lançar numa época muito boa. Acreditamos que, entre dezembro e janeiro, a maioria já esteja vendida”, aposta. O executivo não tem dúvidas de que a maioria dos apartamentos será negociada por meio de financiamento.

A Klabin Segall investe pela segunda vez em Guarujá, na praia das Astúrias. No ano passado, o empreendimento Oceano, que ainda tem 10% das unidades à venda, era de frente para o mar, com apartamentos mais luxuosos. O vizinho Mareas, lançado este ano, fica a 100 metros da praia, e é mais voltado a um público de classe média. Segundo Paulo Porto, diretor de vendas da incorporadora, esta faixa de renda está podendo comprar. “Se não está com mais dinheiro, está com melhores condições de financiamento”, diz.

Ele defende que a compra pode ser um investimento de longo prazo. “Tem gente que aplica o que poupa em bolsa, em fundos de investimento, mas há opção também de aplicar no lazer, na moradia de fim de semana”, diz o executivo. A expectativa é que pelo menos 60% das unidades sejam arrematadas durante a temporada do verão. “Há uma liquidez maior no período de férias”, diz.

SANTOS

Com o objetivo de atrair tanto moradores de Santos como aqueles que buscam uma segunda moradia na praia, a Yuny e a Gafisa lançaram o Enseada das Orquídeas. “Até agora, 55% das unidades vendidas foram para moradores da cidade. As demais foram para compradores de São Paulo”, afirma Cristina Lacerda, diretora de projetos da Yuny.

A construtora conseguiu arrematar um dos últimos terrenos da orla e os apartamentos serão de frente para o mar – uma raridade hoje em Santos, que já está muito verticalizada. A construção será onde antes funcionava o antigo Clube Caiçara. “Era um clube tradicional que saiu. Aproveitamos o espaço do terreno que já era elevado, em relação ao mar. A maioria das unidades vai ter vista total do mar”, garante a executiva. A área ainda possui um bosque, que será preservado no projeto. Dessa forma, o empreendimento conseguirá reunir características tanto de casa de veraneio como também de moradia fixa, já que fica numa região próxima de grandes vias e comércio.

Segundo a executiva, o perfil do paulistano que compra no litoral, mas escolhe uma cidade grande e desenvolvida como Santos, é de quem quer praia, mas não abre mão de boa infra-estrutura e não quer ficar muito tempo na estrada. “Tem também aqueles que pensam em, no futuro, se mudar para a praia. Mas não querem uma cidade pequena”, diz.

As emprsas Agra, Setin e Abyara também estão com um lançamento em Santos. O Porto Cidade na ponta da praia terá apartamentos de três dormitórios (111 m²), a partir de R$ 296 mil. Mas o alvo das vendas será o morador de Santos e não as famílias de turistas.

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