30/10/2006

Luz natural e uso de tecnologia

Fonte: O Estado de S. Paulo

Soluções em projetos com iluminação natural, sensores, lâmpadas compactas e automação

As medidas de economia de energia elétrica também passam pelo projeto arquitetônico e elétrico dos imóveis. Luz natural, sensores de presença, “minuteiras” nas escadas e lâmpadas fluorescentes compactas são utilizados nos condomínios residenciais e comerciais.

Para o arquiteto George Frug Hochheimer, do escritório Hochheimer Imperatori, o conceito de edifício inteligente inclui, entre outros requisitos, a sustentabilidade. “É preciso usar no projeto o máximo de luz natural, troca de ar natural, fachada projetada para entrar luz e não calor, entre outros”, explica.

Hochheimer destaca que o princípio da sustentabilidade leva em conta o conforto e bem-estar do ser humano que vai morar no imóvel. “Na Europa a energia limpa como a solar ou eólica, com venda da sobra (do que não é usado) para a rede pública, já é uma realidade.”

O diretor da Tecnisa, Fábio Villas Boas, diz que o uso de sensores de presença, iluminação natural com projetos de janelas que melhoram a insolação dos ambientes, além do aquecimento a gás são usados pela empresa. “Temos aquecimento a gás natural em 100% dos empreendimentos com aquecedor individual para os apartamentos”, diz Villas Boas que revela preocupação com a questão da crise na oferta do gás boliviano.

Tecnologia
A construtora Líder utiliza desde a iluminação natural a mecanismos automáticos para uso racional de energia nos condomínios residenciais a instalação de grandes geradoras de água quente alimentadas a gás natural.

Segundo a engenheira Joseli Sabino Gonçalves da Construtora Líder , além de usar os mecanismos como sensores de presença, e timers automáticos em fontes de água, implantar diversos circuitos elétricos auxilia no controle. “A economia pode ser de 20% a 30% por não haver desperdício de luzes que ficam acesas sem necessidade”, diz Joseli.

A supervisora de meio ambiente da Hubert Condomínios, Nathalie Gretillati, explica que os condomínios têm feito parceria com empresa que mede a eficiência da rede elétrica e determina o que precisa ser feito no empreendimento. “Quando é preciso trocar uma bomba, instalar minuterias isso é feito. O custo do projeto pode chegar a R$ 50 mil”, diz Nathalie. “Mas isso pode ser feito em sistema de comodato, em que parte da economia feita com as mudanças e pode ser repassado em 24, 36 ou 60 meses.”

Ela cita como exemplo o Ecotubo – material refletor da luz emitida por todos os tipos de lâmpadas fluorescentes em forma cilíndrica, adaptável a qualquer tipo de luminária – isso permite a retirada de 50% das lâmpadas.

“Temos um projeto piloto em condomínio na região da Avenida Paulista, a estimativa é de economia de R$ 500 por mês no consumo, sem contar a redução de custos com manutenção”, explica Nathalie. 

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