24/09/2006

Luz tem funções básicas a cumprir

Fonte: O Estado de S. Paulo

Arquiteto aponta o aconchego, a funcionalidade, a eficiência e a segurança em cada ambiente da casa.

Iluminação residencial deve oferecer basicamente quatro características a qualquer ambiente: eficiência, segurança, aconchego e funcionalidade.

Esse é o conceito expresso pelo arquiteto e designer Guinter Parschalk, que ressalta ser o binômio “forma e função” a base de um projeto de iluminação. “Não se trata somente de clarear um espaço, mas sim considerar cada ambiente com seus índices de prioridade”, diz ele.

Como orientação ao consumidor, Parschalk dá algumas dicas de como deve ser a iluminação em cada ambiente da residência. Veja abaixo.

COZINHA

Durante o dia, diz o arquiteto, a luz branca é a mais indicada, porque sinaliza atividade e mais diretamente ligada à luz natural. À noite, luz amarelada, que é mais relaxante. Num espaço de 4x4m, por exemplo, Parschalk sugere quatro pontos de lâmpadas fluorescentes no teto, “que vão gastar menos energia do que um único ponto central, para o qual seria necessário uma lâmpada bem mais potente”. Na área de preparação final dos alimentos, ele recomenda uma luz incandescente ou halógena.

SALA DE ESTAR

Este é um espaço importante, diz Parschalk, porque frequentemente congrega pessoas. “Sugiro uma luz confortável, com dimer, para mudar o clima com maior ou menor intensidade de luz, porque o estado de espírito das pessoas não é igual todos os dias.” São interessantes ainda, diz ele, spots voltados para quadros na parede e iluminação de baixo para cima nas plantas. Também estas luminárias seriam equipadas com dimer. Para as lâmpadas, o modelo seria a halógena ou a incandescente.

SALA DE JANTAR

“Nesta área seriam adequados dois circuitos de lãmpadas, para serem utilizados alternadamente ou em conjunto”, explica Parschalk. Esses circuitos teriam cores e desenhos diferentes. Ele sugere um lustre com oito lâmpadas.

HOME TEATHER

Aqui, segundo o arquiteto, é fundamental a lâmpada blecaute (com proteção de prata), “porque iluminação não é só pôr luz, mas também tirar”. Ele ressalta que é preciso cuidado para não “iluminar a cabeça das pessoas”. Para isso, as luzes deverão estar na periferia do ambiente. “Também é interessante uma lâmpada voltada apenas para clarear a estante de discos, que pode ser acionada somente na hora de manuseá-los”.

QUARTO

Parschalk ressalta que a iluminação voltada para o armário de roupas é o requisito essencial no quarto. “Mas para não fazer sombra, deve ser voltado para dentro do móvel ou ser paralela a ele”. Para esta função, a lâmpada adequada é a fluorescente. Nos abajures, o arquiteto diz que recomenda sempre luminárias articuladas: “São muito mais práticas e funcionaias, pois permitem que o marido ou a esposa direcionem a luz para sua leitura, sem afetar o outro cônjuge, que pode estar dormindo já”.

BANHEIRO

Em área molhada, diz Parschalk, o ideal são as lâmpadas halógenas PAR, que são blindadas com bulbo embutido e vidro bem grosso. “Pode cair água em cima dela que não haverá nenhum problema”. Também podem receber água os spots embutidos que têm proteção de vidro. Para a luz geral no banheiro, são indicadas as lâmpadas halógenas ou fluorescentes. “Se for fluorescente, que não seja aparente, porque a cultura das pessoas é achar que essa lâmpada, descoberta, é muito tipo “”escritório”””.

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