02/09/2007

Madeira é um dos maiores focos

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ter uma árvore como vizinha faz com que a chance de invasão dos cupins aumente ainda mais

Paula Prandini/AEZap o especialista em imóveisAção rápida – A engenheira do departamento técnico da Vedacit, Eliene Ventura explica que os cupins atacam as árvores, descem tronco abaixo e assim vão cavando até chegarem às casas. Dessa maneira, eles atingem o madeiramento do piso e depois os móveis.

A chegada da primavera, com temperaturas mais altas, é um convite para que os cupins se instalem na residência. E qualquer moradia está sujeita a “receber” esse indesejável grupo de “invasores”.

“O calor e o período mais seco são agradáveis para os cupins que fazem revoadas nesta época do ano”, diz a engenheira do departamento técnico da Vedacit, empresa de produtos químicos, Eliene Ventura. “O cupins são insetos sociais, que vivem em colônia, em sistema de casta”, explica o diretor-executivo da Associação Paulista dos Controladores de Pragas Urbanas (Aprag), Sergio Bocalini.

Segundo Eliene, há mais de 2 mil espécies catalogadas de cupim. Esses insetos se alimentam de estruturas ricas em celulose, substância que é encontrada no papel, em tecidos e em um dos alvos preferidos: a madeira. “Conforme os cupins se alimentam de celulose, formam aqueles pozinhos, que são na verdade resíduos da madeira atacada.” Bocalini diz que as residências localizadas próximas de áreas com grande concentração de árvores são as mais prejudicadas. “Os cupins encontram boas condições de instalação nas árvores e conseguem cavar túneis até chegar às casas.”

A ação e os estragos dos cupins é rápida, porque eles agem em grandes grupos.

“Para se ter uma idéia da quantidade de insetos, uma rainha madura, entre dois e três anos (subterrânea), coloca por dia cerca de 5 mil ovos”, afirma Bocalini. Ele ainda diz que a estimativa é que uma colônia desses insetos viva em média oito anos.

Espécies

De acordo com Bocalini, há nas áreas urbanas dois tipos mais comuns de cupim: de madeira seca e o de solo. Ele explica que o de madeira seca faz colônia num único lugar e raramente deslocam-se porque não podem se expor à luz, já que assim acabariam morrendo. Essa exposição acaba por acontecer na única época em que eles costumam deslocar-se, que é a reprodutiva. São os famosos “bichinhos” que ficam voando em torno da luz, também conhecidos como siriris ou aleluias.

O cupim de solo ou subterrâneo é o mais difícil de identificar, diz Bocalini. Pode utilizar-se de pequenos túneis de terra feitos externamente à parede para chegar ao alimento.

Livre-se desse mal 

Em geral, é possível consertar os estragos do cupim. Em alguns casos, o mais recomendável é trocar a madeira.

No aspecto da prevenção, o tratamento contra essa praga consiste na aplicação de imunizante dentro da madeira para que seja criada uma barreira química , impedindo que o cupim se instale. “Não adianta aplicar o produto somente na superfície, pois os cupins instalam-se dentro dela”, diz Eliene, da Vedacit.

No entanto, Bocalini alerta para que, na hora de combater o cupim, o morador procure por uma empresa especializada para fazer o trabalho. “Muitos dos produtos usados são tóxicos e não devem ser manuseados por qualquer pessoa”, adverte.

O diretor da Aprag dá ainda algumas dicas para quem irá contratar uma empresa especializada: “Verifique se a empresa tem licença de funcionamento pela Vigilância Sanitária e se há um técnico responsável, que pode ser um biólogo, agrônomo, engenheiro florestal, químico ou veterinário”.

 

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