21/10/2011

Maior, condomínio de casas é opção nas zonas leste e sul de SP

Fonte: O Estado de S. Paulo

Empreendimentos desse tipo representam menos de 4% dos lançamentos da capital e concentram-se em áreas em valorização

Doze metros quadrados é o tamanho da comodidade extra de quem vive em um condomínio horizontal na capital. Com os mesmos dois dormitórios de média, conjuntos de casas são 11,86% mais amplos do que os lançamentos verticais dos últimos cinco anos. Morar em empreendimentos desse tipo, no entanto, é uma opção mais rara. Reunindo 17% dos lançamentos, eles representam apenas 3,9% das novas unidades paulistanas desde 2006 e estão principalmente nas zonas leste e sul, como mostram dados da Empresa Brasileira de Pesquisas de Patrimônio (Embraesp).

O espaço e a disposição dos cômodos foram determinantes para a bancária Roseli Maria dos Santos, de 35 anos, optar por uma casa em um condomínio no bairro Arthur Alvim, na zona leste. “A divisão é melhor do que a de um apartamento”, conta a paulistana, que há um ano adquiriu o imóvel por R$ 128 mil, com benefícios do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Entre as regiões da cidade, a zona leste recebeu a maior parte dos novos condomínios de casas. Ela concentra quase a metade de todos os lançamentos da capital, seguida pela zona sul (veja detalhes no gráfico acima). “A ponta da zona leste chega a 35 quilômetros do centro. Nessas distâncias é possível encontrar preços de terrenos mais baratos”, diz o vice-presidente de habitação do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Flavio Prando.

A lei municipal para a ocupação do solo, de 2002, explica parte do movimento do mercado, na opinião da diretora geral de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca, Fátima Rodrigues: “No centro expandido, o lote mínimo é de 500 m², e a taxa de ocupação é de 50%. Se há um terreno de 3 mil m², é possível construir 1,5 mil m². Em lotes de 500 m², consegue-se fazer três casas, onerando muito o negócio. Já nas áreas periféricas o lote mínimo é de 150 m²”.

A possibilidade de se construir em áreas reduzidas influenciou o tamanho dos horizontais. Até agosto deste ano, por exemplo, os conjuntos de casas tinham em média oito unidades – bem menos que as 65 dos lançamentos verticais no período.

Proprietário de uma marcenaria, Ronaldo Fernandes, de 34 anos, mora há três em um desses pequenos condomínios. O Villa Franca, localizado na Vila Jacuí, na zona leste, tem 18 casas. “Aqui você pode lavar seu carro, fazer churrasco, e num prédio você não tem isso”, conta o microempresário, dono de uma casa de dois quartos e 88 m² .

“Os primeiros empreendimentos desse tipo, principalmente a partir de 1997, tiveram sucesso porque o paulistano tem a cultura de morar em casa”, diz o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, que prevê: “Os horizontais ainda vão atender essa demanda por algum tempo, especialmente nas periferias”.

Alto padrão. Regiões como Alto da Boa Vista e Morumbi, na zona sul, ainda recebem empreendimentos horizontais. “A lei de zoneamento prevê zonas estritamente residenciais, onde não é permitido construir verticais”, diz o vice-presidente de imobiliários do Sindicato da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Odair Senra.

O mercado de usados em áreas como Pacaembu e Pinheiros ou a compra de loteamentos em cidades a até 100 km da capital, como Cotia e São Roque, são opções para os mais ricos que buscam uma casa para morar. “Além de ser difícil achar uma área grande, ela tem de ser certa para cada empreendimento”, diz o diretor comercial da Alphaville Urbanismo, Fabio Valle.

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