12/08/2007

Mais do que beleza, calmaria

Fonte: O Estado de S. Paulo

Os jardins tornam-se lugar de refúgio, o cantinho zen da casa, especialmente para meditação

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisEstilos – Há diversos tipos de jardim japonês, que podem variar de acordo como gosto do morador. “Uns preferem um modelo para meditação, outros só pretendem enfeitar o ambiente”, diz Fukushima

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se um vaso de flores já é capaz de transformar o ambiente, deixando-o mais alegre, imagine um espaço da casa com um jardim japonês. Sim, é isso mesmo: um espaço da casa.

O jardim japonês não está restrito ao lado de fora da residência. “Qualquer cantinho pode ter um, até mesmo em cima da mesa. Para isso basta que tenha os três elementos principais em harmonia”, afirma o paisagista Rui Fukushima. Os três elementos aos quais ele se refere são: árvore, água e pedra.

Considerando, de início, o local onde ficará o jardim, o paisagista alerta que a face sul da casa não é a mais favorável, porque não recebe sol. Mas se for esse o caso, ele aconselha a adaptação de elementos: musgo, pedras e algumas azaléias que comportam sombra.

Fukushima diz que há dois tipos de jardim: o estilo zen, para meditação, e o moderno, feito para embelezar o ambiente. Há certas diferenças entre eles também fáceis de notar. O jardim moderno é mais colorido, com mais plantas. O zen, o oposto, é monocromático. O primeiro passo para quem decide implantar um jardim japonês em casa é conversar com o paisagista para que ele saiba quais são os objetivos. “Uns querem para meditação, outro só para enfeitar o ambiente mesmo.”

Divulgação Zap o especialista em imóveis

 

Fukushima explica que cada projeto que faz é único. “Não existe um jardim exatamente igual ao outro. Como também não há duas pessoas iguais.” Quando há crianças na casa, por exemplo, o especialista busca colocar elementos e plantas mais coloridos no jardim, por causa das energias.

Divulgação Zap o especialista em imóveis

Segundo Fukushima, com tantas variações de jardim japonês, os elementos que o compõem também ganham significados diferentes. “Você pode usar um elemento que represente um outro”, diz o paisagista Um exemplo são os jardins em que as pedras, geralmente brancas, significam água.

Essas adaptações contribuem não só esteticamente, mas também financeiramente. “Quem determina o preço é o cliente. Geralmente, a média do projeto completo fica entre R$5 mil e R$ 12 mil.”

Se o cliente opta por um jardim japonês mais completo, com árvores, água e peixes, o paisagista aconselha que ele pense antes se terá condições de mantê-lo assim. “Pode parecer simples, mas se tiver peixe, será necessário um filtro para que a condição da água seja sempre boa.”

Esse detalhe encarece o projeto: “Tem que gostar e principalmente se dedicar. O jardim é um cartão de visita, faz parte da casa, não pode relaxar.”

Manutenção

DivulgaçãoZap o especialista em imóveis

Para manter o jardim sempre novo é preciso ter alguns cuidados. Entre eles, regar todos os dias e adubar uma vez por mês. O preço médio da manutenção é de R$ 300. “O jardim japonês, se bem conservado, pode durar mil anos.”

Os interessados em ter um jardim japonês em casa devem tomar cuidados com os animais de estimação. Fukushima alerta que há certos bichanos que não combinam nada com o jardim. “Os animais que se dão melhor com este ambiente são os peixes e tartarugas.”

Tradição milenar 

DivulgaçãoZap o especialista em imóveis

Os jardins japoneses surgiram no século XIV, quando os monges budistas saíram da China para o Japão e precisaram criar um lugar especial para meditar.

No Brasil, o estilo chegou junto com os imigrantes japoneses, na década de 30. O modelo nacional, porém, manteve a influência, mas agregou novidades.

A coloração e a geologia das pedras são bem diferentes, por exemplo. A técnica para poda e o clima também não são iguais.

A saída para quem quer deixar o jardim o mais fiel possível aos do Japão é adaptar os elementos. O paisagista acredita que o jardim japonês ganhará uma evidência ainda maior no próximo ano, em que serão comemorados os cem anos da imigração japonesa, “quando o Japão estará mais na moda.”

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.