08/07/2009

Mais moradia para renda maior

Fonte: Extra

Maioria dos contratos fechados com a Caixa é de mutuários que têm vencimentos mensais de R$ 1.395 a R$ 2.790

 

(fOTO: zeafonso/stock.xchng)
Maior parte dos contratos beneficia famílias com renda de três a seis salários mínimos (Foto: zeafonso/stock.xchng)

A maior parte dos contratos assinados entre a Caixa Econômica Federal e os mutuários do programa “Minha casa, minha vida” beneficia famílias com renda de três a seis salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 2.790). Segundo um balanço do banco, das 5.625 unidades contratadas pelos mutuários, 60,8% foram para essa faixa de vencimentos.

O público que ganha até três pisos nacionais (R$ 1.395) representa 23,9% do total. As famílias com renda de seis a dez salários (R$ 2.790 e R$ 4.650) respondem por 153%. Os financiamentos somam R$ 375,8 milhões.

PROGRAMA HABITACIONAL JÁ TEM 5.625 UNIDADES CONTRATADAS – A Caixa anunciou que fechou o semestre com R$ 17,5 bilhões aplicados em crédito imobiliário. O montante soma 351 mil contratos, um recorde na história do banco, e é 75% maior do que o registrado no mesmo período no ano passado. O “Minha casa, minha vida” correspondeu a R$ 1,5 bilhão do total. Apesar dos cofres abertos, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, afirmou que não há riscos para o banco e que a instituição tem hoje sua menor taxa de inadimplência. “Temos o menor índice de inadimplência, inclusive na área habitacional. Temos o cuidado de subsidiar as famílias que precisam de ajuda. Ou seja, o crédito está sendo subsidiado para quem precisa, o que garante menor inadimplência”, disse Maria Fernanda, num encontro com empresários, ontem, em São Paulo.

TAXA DE INADIMPLÊNCIA É A MELHOR DA HITÓRIA DO BANCO FEDERAL – De acordo com o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, dos 580 projetos recebidos das construtoras dentro do programa “Minha casa, minha vida”, 170 empreendimentos estão com sua documentação completa para receber o parecer da instituição, num total de cem mil imóveis. Hereda rebateu as críticas de setores do empresariado sobre a demora na aprovação dos projetos.

“O setor privado precisa, primeiro, apresentar mais projetos”, disse.

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