04/01/2008

Mais ofertas para todos os bolsos

Fonte: Jornal da Tarde

Novas medidas fazem com que empresas do setor ampliem leque de produtos para este ano

Antonio Milena/AEZap o especialista em imóveisOferta maior de crédito deve impulsionar ainda mais o mercado de lançamentos imobiliários neste ano em SP

O novo aporte de recursos a ser destinado à habitação popular – R$ 8,4 bilhões – pelo Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) e a nova linha de financiamento com dinheiro desse fundo, que facilita a compra de imóveis pela classe média, não poderiam ter outro impacto no mercado imobiliário
senão o aumento da gama de produtos que serão ofertados daqui para frente. Mais do que em anos anteriores, 2008
deve ser o ano das ofertas com imóveis para todos os bolsos.

De olho nas mudanças que começaram recentemente, as empresas incorporadoras, construtoras e vendedoras de imóveis projetam boas notícias para quem pretende adquirir a casa própria este ano. Não é à toa que aquelas que até pouco tempo investiam apenas em empreendimentos de alto padrão reviram suas estratégias para 2008 e devem centrar seus capitais em unidades cujos preços sejam mais acessíveis.

À princípio, a classe média deverá ser a primeira beneficiada,
com a ampliação da aplicação dos recursos do FGTS para quem ganha mais de R$ 4,9 mil mensais. “Vou aumentar muito o meu leque de atuação a partir do momento que tem uma linha com juros menores e prazo mais longo para uma nova fatia do mercado”, afirma Cristina Lacerda, diretora de projetos da incorporadora Yuni, forte atuante no segmento de alto padrão
que agora volta as atenções para esse público.

Com a nova linha de financiamento do FGTS, as classes média
e média alta poderão financiar imóveis a juros de 8,66% ao ano. Antes, o custo dos empréstimos concedidos a essa mesma faixa oscilava entre 9% e 12% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Num empréstimo de R$200 mil com prazo
de15 anos, por exemplo, pelo sistema Price, aprestação inicial, inclusive encargos, cai de R$2.594,07 para R$2.222,19, quando o juro é reduzido de 12% a 8,66% ao ano. Uma diferença significativa, sobretudo para os mutuários cuja renda foi corrigida apenas pela inflação nos últimos anos.

“O impacto será muito significativo porque dá condições melhores de crédito para a classe média e média alta. Com isso, imóveis mais caros passam a caber no bolso do comprador, que vai conseguir comprá-lo com uma entrada ainda menor”, afirma o diretor comercial da incorporadora Agra, Eduardo Telles, que ressalta ainda o conseqüente aumento da liquidez dos lançamentos.

De certa forma, a nova linha de financiamento com recursos do
FGTS atende à realidade das grandes cidades brasileiras, como São Paulo, onde os valores do metro quadrado dos imóveis novos raramente é inferior a R$3mil. Sendo assim, com R$130 mil, valor limite até o ano passado, só era possível
adquirir um imóvel compacto, com 50m².

Com a modificação – teto de R$350 mil–, a classe média tem acesso agora a unidades maiores, de três dormitórios e área útil superior a 100 m². “São imóveis para aquelas famílias que estão crescendo e buscam um up grade na qualidade de vida, com mais dormitórios”, afirma Telles, diretor da incorporadora Agra.

Crédito crescerá 25% neste ano

Considerada muito farta já em 2007, a oferta de crédito para a
comprada casa própria deve crescer ainda mais em 2008.
Além dos recursos do FGTS, que aumentaram em 55% neste ano e devem somar R$8,4 bilhões, os tomadores de empréstimos imobiliários terão à disposição cerca de R$23,3 bilhões, segundo estimativa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança(Abecip).

O montante é 25% superior ao registrado no ano passado,
quando as contratações atingiram R$18,6 bilhões. “Estamos
muito otimistas em relação à evolução do crédito imobiliário e não tenho dúvida de que a projeção de 25% para 2008 será alcançada”, acredita o presidente da Abecip e diretor do Itaú,
Luiz Antonio de França.

 

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